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Porto Alegre, 30.09.2014
 

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Mudança de fase no Pacífico ?

Em 1977, o Oceano Pacífico passou por uma grande transformação nos padrões da temperatura da superfície do mar que foi denominado de Great Pacific Climate Shift. Subitamente águas mais quentes substituíram as águas mais frias que tinham predominado nas três décadas anteriores junto à costa oeste da América do Norte e o leste do Pacífico Equatorial. Em 1997, pesquisadores da Universidade de Washington publicaram trabalho no boletim da American Meteorological Society informando que havia sido descoberta uma oscilação multidecadal no comportamento da temperatura superficial do mar e da pressão atmosférica no Pacífico à medida que se tentava explicar mudanças decadais na pesca de salmão. Esta variável foi chamada de Oscilação Decadal do Pacífico. Eles observaram que uma grande mudança ocorreu em 1977 no que designaram de modo frio para modo quente.

  

No modo quente, as águas superficiais estão mais quentes que o normal e no modo frio ocorre o oposto. O IPCC descreveu a mudança como um fenômeno natural associado ao sistema de alta pressão do Pacífico e à baixa pressão das Aleutas. Uma vez que a fase quente favorece águas mais quentes nas regiões ENSO, naturalmente haveria uma maior freqüência de El Niños. De fato, foi o caso desde 1977, como indicado pelo Índice Multivariável ENSO. Como mostra o gráfico do índice (acima), houve mais eventos de El Niño desde 1977 enquanto antes deste ano o predomínio era de episódios de La Niña.

À medida que o El Niño favorece um aquecimento do planeta e o La Niña o resfriamento, poderia se esperar que a temperatura da Terra se elevasse a partir de 1978 e foi o que realmente ocorreu.

 

A questão é se estamos passando para um novo modo negativo no Pacífico ? Acreditava-se no final da década de 90 que a fase poderia ter se invertido, mas um pico secundário de atividade solar e uma seqüência de episódios de El Niño levou a um aumento dos índices da PDO no começo desta década de agora. Contudo, a PDO parece estar ficando muito negativa de novo com o La Niña moderado a forte do momento (imagem acima). O valor da PDO  (abaixo) no último mês foi muito negativo e parece estar caindo rápido.

 

Isso poderia significar uma tendência de resfriamento do planeta, especialmente se vier a se confirmar um período de grande inatividade no Sol que tende a ocorrer a cada 200 anos e que é antecipado por alguns cientistas. Valores de PDO negativos significariam: (1) eventos de La Niña mais freqüentes do que de El Niño como visto no período de 1947 a 1977 e, assim, resfriamento do planeta; (2) mais furacões no Atlântico norte, ameaçando especialmente a costa da Flórida em direção ao norte (o Atlântico tende a responder até dez ano depois ao Pacífico nos ciclos multidecadais); (3) maior ocorrência de ondas de tornados no outono, inverno e primavera nos Estados Unidos; (4) mais frio e neve no Pacífico Noroeste, norte das Planícies Centrais, Meio-Oeste, Nova Inglaterra e norte de Nova Iorque nos Estados Unidos; (5) mais invernos com neve abaixo da média no sul dos Estados Unidos; (6) maior probabilidade de seca no sudoeste norte-americano e no cinturão de milho (corn belt) dos Estados Unidos.

Secas nos Estados Unidos dependem das condições de ambos oceanos. Mccabe e Bentancourt (2004) fizeram uma análise da freqüência de estiagens e relacionaram com a PDO (Oscilação Decadal do Pacífico) e a AMO (Oscilação Multidecadal do Atlântico). Descobriram que a probabilidade de seca nos Estados Unidos é maior em anos de modo quente no Atlântico (+AMO), o que está representado nos mapas (C) e (D).

Os mapas acima mostram a freqüência de secas em anos para os regimes positivo e negativo da AMO e PDO. No mapa (A) a PDO é positiva e a AMO negativa. No mapa (B) a PDO é negativa e a AMO também. No mapa (C) ambas PDO e AMO são positivas. No mapa (D) a PDO é negativa e a AMO positiva. Observe que com a tendência negativa da PDO nesta primavera (hemisfério sul), a perspectiva é de agravamento da seca no sudoeste norte-americano com o alastramento da estiagem para o cinturão do milho no próximo ano.


Joe D'Aleo - 09/02/2008 14:07:20
 
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