Porto Alegre, 31.07.2010  
Massa polar "poderosíssima" congela Patagônia e provoca nevascas

O que está descrita como a maior precipitação de neve dos últimos anos atinge neste domingo tanto a cidade como o interior da Província de Mendoza na Argentina. A neve cai quase sem parar desde e a madrugada em todo o território de Menoza. "Tem muita neve na cidade e na área metropolitana como há anos não ocorria", disse um porta-voz da Defesa Civil. Cerca de quatro mil caminhões estão parados na fronteira entre a Argentina e o Chile junto à passagem internacional Cristo Redentor. O túnel, que liga os dois países, foi fechado na última quinta-feira devido às intensas nevascas acompanhadas de vento de até 140 km/h na região da cordilheira. Muitos dos caminhões parados na região são do Brasil e do Rio Grande do Sul. Somente no lado argentino, existem mais de dois mil caminhões à espera que a neve pare. No lado chileno, o gelo da neve chega a acumular dois metros.

A neve está diretamente associada a uma massa de ar polar descrita pelos meteorologistas da MetSul Meteorologia como "poderosíssima" e que cobre o centro e o sul da Argentina. Hoje em Chapelco, localidade turística da Província de Nequén, a temperatura chegou a 17,6ºC abaixo de zero. Em Bariloche, os termômetros marcaram 15,8ºC negativos com uma sensação térmica de 22ºC abaixo de zero. Em Esquel, Província de Chubut, a mínima foi de 15,4ºC negativos. Nevou na capital da Província de San Luís, oeste da Argentina, assim como na localidade de Rio Cuarto na Província de Córdoba. O ar gelado avançará para o norte argentino nos próximos dias e deve ser responsável por temperatura abaixo de zero praticamente durante todas as madrugadas desta semana em Buenos Aires, segundo análise da MetSul. A poderosa onda de frio deve agravar ainda mais a situação energética da Argentina.


Alexandre Amaral de Aguiar - 08/07/2007 16:31:42
 
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