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Porto Alegre, 02.09.2014
 

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Observadores da MetSul: A escalada da enchente dia-a-dia no estado

Diversas localidades do Rio Grande do Sul começaram a primavera enfrentando cheia de rios e enchentes. Os volumes excepcionais de chuva provocaram a maior inundação em Ivoti da última década. Na manhã do domingo (23), os expositores da Feira das Flores de Ivoti foram surpreendidos com a invasão das águas do Rio Feitoria. Segundo integrantes do CTG Estância do Cotiporã, por volta das cinco da manhã o rio começou a tomar conta da área onde as casas históricas estão localizadas. Várias áreas da localidade também foram cobertas pelas águas do rio. A prefeita Maria de Lourdes Bauermann acompanhou a retirada do material. "O que podíamos fazer foi feito. A última inundação nessas proporções que tivemos foi em 1994, quando então foi feita uma dragagem na área", informou. As imagens de Sandra Hess da Prefeitura de Ivoti mostram a inundação na cidade.

Em Serafina Corrêa, as precipitações ficaram próximas dos 300 milímetros na região em menos de uma semana. Com a intensa chuva registrada no final de semana dos dias 22 e 23, as águas do Rio Carreiro se elevaram muito e ofereciam um panorama assustador na cidade. As imagens foram feitas pelo observado da MetSul Meteorologia Marcelo Zanetti.

  

Em Montenegro, o primeiro dia da primavera foi marcado pela forte elevação do Rio Caí. Em apenas cinco dias, o volume de chuva na cidade do Vale do Caí, castigada por uma enchente em julho, ultrapassou a casa dos 200 milímetros. A elevação do Rio Caí em Montenegro foi registrada em fotos pelo observador da MetSul na localidade Daimar Coelho.

  

A enchente afetou também no domingo (23) o Vale do Paranha. O enorme volume de chuva que atingiu a Serra desceu para o vale e o Paranhana transbordou, provocando alagamentos mesmo na área urbana da cidade de Igrejinha. O observador da MetSul Meteorologia na localidade Alexandro Breyer registrou as imagens da enchente que descreveu como a mais grave desde outubro de 2000.

  

Na segunda-feira (24) a enchente chegou com violência ao Vale do Caí. As águas subiram rapidamente e a enchente tomou conta de cidades da região. A localidade mais atingida foi São Sebastião do Caí que teve 70% do perímetro urbano tomado pelas águas, desalojando milhares de pessoas. O observador da MetSul Meteorologia na região Alexander Selbach Backes esteve em São Sebastião do Caí e registrou em imagens uma das maiores enchentes da história da cidade.

 

Outra localidade severamente atingida pela enchente no Vale do Caí foi Pareci Novo. A localidade do Vale do Caí ficou completamente isolada pelas águas, o que forçou a suspensão de aulas e o fechamento do comércio. Luis Fernando Bartel mostra como ficou Pareci na enchente.

 

As águas do Caí subiram mais e a situação se agravou em Montenegro. O rio que já começava a transbordar na véspera, durante a segunda-feira avançou sobre a cidade. Em Montenegro estava o observado da MetSul Meteorologia Daimar Coelho.

  

Enquanto as águas subiam na segunda-feira (24) no Vale do Caí, em Ivoti o dia foi de limpeza após a enxurrada do domingo que trouxe as piores inundações na cidade desde 1994 com o transbordamento do Rio Feitoria. O rescaldo da enchente foi registrado por Sandra Hess.

A terça-feira (25) foi mais um dia crítico. A enchente chegou a Porto Alegre e começou a desabrigar pessoas nas ilhas da cidade. No Vale do Caí, as águas seguiam muito elevadas em Montenegro, como mostram as imagens de Nilso Wolff.

  

Na quarta-feira (26) a enchente assumiu grandes proporções na Grande Porto Alegre. As águas do Guaíba e do Jacuí seguiram subindo e fizeram mais desabrigados. Em Eldorado do Sul, mais de dois mil prédios e casas foram afetados com dez mil pessoas prejudicadas. No Vale do Sinos, o Rio dos Sinos continuou subindo e atingiu 7,25 metros em Campo Bom, onde Nilson Wolff registrou os alagamentos na cidade.

  

Na quinta-feira (27), o grande volume de água do Rio dos Sinos que na véspera atingia Novo Hamburgo e São Leopoldo escoou mais para o sul e São Leopoldo passou a ser a cidade mais atingida no Vale dos Sinos. O Sinos subiu tanto que superou a régua de medição mantida pelo SEMAE. A chuva atingiu a região metropolitana na quinta-feira, mas os volumes que não ultrapassaram os 30 milímetros acabaram não afetando o quadro de inundações. Nilson Wolff registrou a enchente que atingiu parte do município leopoldense.

Na sexta-feira (28), as águas baixavam nos principais regiões das regiões afetadas e o tempo ensolarado predominou com ar seco. Em São Leopoldo, contudo, o Rio dos Sinos seguia acima do nível da régua de medição.


Alexandre Amaral de Aguiar - 30/09/2007 18:33:41
 
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