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Porto Alegre, 01.11.2014
 

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Cometa C/2006 P1 McNaught: Um espetáculo no céu do Rio Grande do Sul

Ele estava a dezenas de milhões de quilômetros da Terra, mas proporcionou um espetáculo como poucas vezes se viu na história no céu do Rio Grande do Sul e de outras partes do mundo. Descoberto apenas em agosto do ano passado pelo astrônomo australiano Rob McNaugut, o cometa C/2006 P1 McNaught acabou se transformando na grande notícia astronômica deste começo de 2007 no mundo. Desde a sua descoberta até a sua visualização na Terra, o cometa não deixou de surpreender. Primeiro, o seu achado foi feito pelo astrônomo australiano a partir de um estudo que tem como objetivo identificar objetos em órbita nas proximidades da Terra (os chamados "Near Earth Object"). Agora, McNaught surpreende pelo seu brilho. O C/2006 P1 McNaught possivelmente tenha nascido na chamada Nuvem de Ort, situada muito além de Plutão, onde os cientistas acreditam que se originam todos os cometas. Algum tipo de perturbação gravitacional faz com que esses enormes icebergs cósmicos iniciem sua trajetória em direção ao centro do sistema solar.

As condições atmosféricas não favoreceram a observação do cometa em vários momentos da semana de 15 a 21 de janeiro, mas quando o tempo esteve firme no começo da semana os astrônomos e entusiastas da Astronomia se concentraram às margens do Lago Guaíba em Porto Alegre para observar o cometa no horizonte. O brilho era tão intenso que a visualização chegou a ser feita a olho nu. Munido de seus equipamentos, onde tradicionalmente o porto-alegrense acompanha o pôr-do-sol, Fábio Dornelles conseguiu registrar para a posteridade o cometa McNaught colorindo o entardecer da capital gaúcha.

Também em Porto Alegre, Paulo Antonio Mangabeira Brochado acompanhou a passagem do cometa C/2006 P1 McNaught com imagens do corpo celeste acompanhando às águas do Lago Gaíba como se fosse uma pintura.

Ainda na capital gaúcha, o entusiasta da Astronomia Sandro Ebone fez igualmente espetaculares imagens do McNaught. Em sua página na internet, Ebone reproduz texto do astrônomo amador Marko Petek, para quem "é sem dúvida o evento desta década" para os observadores. Entusiamado, afirmou também em: "Fiz questão de chamar minha filha de 18 anos que estava em casa. Eu disse que levara 45 anos para ver este cometa, e que se o próximo levasse outro tanto para aparecer, ela deveria guardar este momento bem no cérebro, para poder dizer a seus filhos e até mesmo netos, qual o impacto que um cometa causa". Confira as imagens de Sandro Ebone do cometa McNaught.

Depois de dias de céu muito encoberto e chuva, o tempo seco voltou a favorecer a observação do cometa McNaught no começo da noite de 21 de janeiro. A observação mas podia ser feita a olho nu, mas câmeras digitais dotadas de maior tempo de exposição conseguiam registrar imagens espetaculares. Foi o caso de Sandro Ebone que voltou a acionar a sua câmera para fazer fotos do incrível cometa e conseguiu até flagrar a passagem de um avião riscando o céu em frente à "cauda" do McNaught.

Também na noite do dia 21 de janeiro, o cometa foi fotografado por Erni Bock na cidade de Agudo. As imagens espetaculares foram feitas no Morro da Linha Branca entre nove e meia e dez e meia da noite.

o colaborador da MetSul Meteorologia Alexandre Holzhey conseguiu registrar com grande nitidez o cometa em imagens feitas na cidade de Montenegro.

  

O grupo de aficionados da Sociedade Astronômica Riograndense (SARG), com sede em Porto Alegre e que tem projetos de divulgação científica em conjunto com o Planetário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) também saiu a campo para fazer imagens do cometa. O trabalho foi de Luciano Sclovsky e equipe.

O cometa C/2006 P1 McNaught foi tão brilhante que o colaborador da MetSul Alexandre Holzhey conseguiu registrá-lo em plena luz do dia a oeste em Porto Alegre. 

   

Também no interior gaúcho o cometa pintou o céu. Foi o caso de Passo Fundo, onde apesar de toda a luminosidade do centro da cidade, McNaught podia ser visto sobre o centro da capital do Planalto Médio. As imagens são do colaborador da MetSul Meteorologia Nadir Tomasini Júnior.

Cometas, a propósito, são corpos pequenos, frágeis e irregulares, compostos de uma mistura de grãos não-voláteis e gases congelados. Eles têm órbitas altamente elípticas que os trazem para muito perto do sol e os jogam profundamente no espaço, freqüentemente para além da órbita de Plutão. Estruturas de cometas são diversas e muito dinâmicas, mas todos desenvolvem uma nuvem circunvizinha de material difuso, chamado coma, que normalmente cresce em tamanho e brilho conforme o cometa aproxima-se do sol. Normalmente um núcleo pequeno, luminoso (menos de 10 quilômetros em diâmetro) é visível no meio do coma. O coma e o núcleo constituem, juntos, a cabeça do cometa. Conforme os cometas aproximam-se do sol, eles desenvolvem caudas enormes de material luminoso que estendem-se a milhões de quilômetros da cabeça para longe do sol. Segundo o astrônomo da NASA Tony Philips, o McNaught já é o objeto mais visível dos últimos trinta anos: seis vezes mais brilhante do que o cometa Hale-Bopp, que teve sua última passagem em 1997, e cem vezes mais brilhante do que o Halley que foi cercado de propaganda e decepcionou a todos em1986. McNaught pode se tornar o cometa mais brilhante com registro na história. Se depender do que foi visto no céu do Rio Grande do Sul, ele tem tudo para atingir esta marca.

A MetSul Meteorologia agradece a Fábio Dornelles, Paulo Antonio Mangabeira Brochado, Luciano Sclovsky, Alexandre Holzhey, Nadir Tomasini Júnior e Sandro Ebone pela cessão de imagens para a publicação no site MetSul.com.


Alexandre Amaral de Aguiar - 23/01/2007 12:36:26
 
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