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Porto Alegre, 28.07.2014
 

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Furacão Categoria 15: A tempestade em Saturno

 A sonda Cassini da NASA registrou, no pólo sul de Saturno, imagens de um fenômeno semelhante a um furacão da Terra. O sistema apresentava um olho bem definido envolto por um imenso anel de nuvens. A formação é gigantesca. Tem cerca de oito mil quilômetros – o equivalente a dois terços do diâmetro da Terra – e envolve uma área escura dentro de um espesso anel de nuvens mais claro. Segundo a NASA, agência espacial norte-americana, o pólo sul de Saturno é um "caldeirão de tempestades", diferente de tudo que já foi observado em qualquer outro planeta. O vento ao redor do olho atingiram mais de 500 quilômetros por hora, o que na Terra equivaleria à aproximadamente categoria 15 na escala Saffir-Simpson dos furacões que, na realidade, vai de 1 a 5. A tormenta já ficou conhecida como Saturnicane em alusão à palavra "hurricane" que em inglês significa furacão. Veja abaixo uma comparação entre os diâmetros da Terra, do furacão em Saturno e do tufão Tip (o mais intenso ciclone tropical até hoje na Terra) de 1979.

 

A câmera da Cassini filmou o olho do fenômeno atmosférico por três horas no dia 11 de outubro, quando a espaçonave estava a cerca de 340 mil quilômetros do planeta. Segundo a equipe responsável pela captação das imagens da Cassini, no Instituto de Tecnologia da Califórnia, a formação "parece um furacão, ainda que não se comporte como um".Como ocorre com os furacões na Terra, o olho é relativamente calmo e cercado por uma parede de imensas nuvens que projetam sombras no centro. A diferença fundamental é que, ao contrário dos furacões, a gigantesca tempestade se mantém fixa sobre o pólo. Além disso, a tempestade na superfície de Saturno, que é um planeta gasoso, não se forma a partir de uma base oceânica, que é uma característica típica da formação de furacões na Terra.

  

As dimensões também são muito maiores que as de qualquer furacão terrestre: o "olho" tem cerca de mil e quinhentos quilômetros de diâmetro e a parede de nuvens em torno dele se eleva a até setenta e cinco quilômetros de altura. A missão Cassini-Huygens é parceria entre as agências espaciais norte-americana (Nasa), européia (ESA) e italiana (ASI).

Saturno, contudo, não é o único planeta a apresentar tempestades. Marte também apresenta gigantescos ciclones. Os ciclones extratropicais marcianos são feitos de nuvens de gelo, mas não apresentam característica de furacão. Um ciclone em Marte com 1.600 quilômetros de diâmetro foi registrado em 1998 pelo telescópio espacial Hubble da NASA (imagem abaixo). O grande ponto vermelho em Júpiter também é uma tempestade de enormes proporções com vento incrivelmente intenso, mas a tormenta não apresenta estrutura de um furacão.


Eugenio Hackbart - 26/11/2006 18:46:23
 
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