Porto Alegre, quarta-feira, 16.04.2014
 
 
 
   
Fotos aéreas revelam rastro de destruição do tornado em Tapejara
Por: Abril, 15-04-2014 | 03:38 | Categoria:
 
 
 
 
 

Fotos aéreas divulgadas pela Prefeitura de Tapejara e cedidas para a MetSul Meteorologia para análise do fenômeno mostram o rastro de destruição deixado pelo tornado no município. Mais de 700 residências e prédios foram parcial ou totalmente destruídos, incluindo estabelecimentos comerciais e industriais e órgãos públicos. Os danos, na maior parte, são consistentes com um tornado F1, mas em alguns pontos a severidade é maior e equivalente a do limite inferior da categoria F2, ou seja, vento ao redor de 200 km/h. Tornados são erráticos não apenas em sua trajetória assim como na intensidade.


Em Tapejara, mais de 1,5 mil pessoas ficaram desabrigadas e foram encaminhadas para casas de parentes e amigos, conforme a Defesa Civil Estadual. O Governo do Estado, por meio da Defesa Civil Estadual e das Regionais de Passo Fundo e Caxias do Sul, auxilia os esforços da prefeitura local e ainda no sábado, dia do tornado, distribuiu de pronta-resposta quatro mil kits de dormitórios, mil peças de roupas infantis e materiais de higiene. No decorrer desta semana está prevista ainda a entrega de 1,8 mil telhas e 90 cestas básicas para Erebango, outro município da região que foi muito afetado pelo tornado.


O fenômeno de curta duração atingiu parte da área urbana de Tapejara, sobretudo os bairros Treze de Maio, loteamentos Real I, Real II e Condomínio São João Batista, São Paulo, Cohasa e Santa Paulina, parte do Centro da cidade e pontos da zona rural do município, como a Linha Marcolin. O tornado, registrado às 5h15m do sábado, também causou danos ambientais provocando danificação nas árvores nativas folhosas, araucárias e árvores exóticas. O desastre ainda trouxe danos na rede de água do município e prejuízos para a rede elétrica e a iluminação pública com graves perdas e de demorada reconstrução.

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Imagens de radar mostram instabilidade que trouxe tornado no Norte
Por: Abril, 15-04-2014 | 02:51 | Categoria:
 
 
 
 
 

Áreas de instabilidade muito fortes com registro de tempo severo costumam trazer valores bastante altos de refletividade em imagens de radar meteorológico. A distância dos municípios de Tapejara e Erebango (Norte do Estado) dos radares meteorológicos, contudo, atenua a refletividade nas imagens disponíveis. Isso porque, devido ao ângulo de inclinação da Terra, o alcance do radar não é ilimitado e instabilidade intensa tem sua refletividade reduzida se estiver distante do equipamento. A despeito da grande distância (327 km) do radar de Teixeira Soares (PR), do Instituto Simepar, as imagens mostram valores condizentes com instabilidade/precipitação moderada, o que pela expressiva distância resulta que foi forte.


Nas imagens, aproximadas, vê-se que a tempestade severa que trouxe o tornado para Tajepara avançou de Noroeste para Sudeste. Os maiores valores de refletividade às 5h da manhã estavam na área de Erebango e 15 minutos depois sobre Tapejara. Por isso, nossa crença que o mesmo tornado que atingiu Erebango possa ter alcançado depois Tapejara. É incontroverso que tornados podem percorrer distâncias longas e, em alguns casos, o funil toca o solo para depois retornar ao céu e novamente, na sequência, atingir o solo. Não se observa nas imagens a assinatura tradicional de eco em gancho, comum em tornado, mas a forte instabilidade estava embebida em extensa área sob o registro de precipitação generalizada.


Outro importante indicativo meteorológico de intensa instabilidade na região afetada, por onda passava uma frente fria, foi a grande quantidade de raios registrada no horário do tornado na região. Imagens dos sensores de descargas atmosférica do Instituto Simepar mostram que havia uma grande incidências de raios no final da madrugada no Norte do Rio Grande do Sul.


As cidades de Erebango e Tapejaram tiveram centenas de casas e prédios total ou parcialmente destruídos pelo vento no final da madrugada de sábado. Carros foram virados pelo vento e caminhão chegou a ser arremessado contra uma casa. Em Erebango, um homem morreu. Nas duas localidades do Norte do Rio Grande do Sul se observou um rastro muito bem definido de destruição, característico de tornado. (Com agradecimento para a meteorologista Sheila Paz do Simepar pela colaboração)

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Estado tem primeiros registros do ano de mínimas negativas
Por: Abril, 14-04-2014 | 11:03 | Categoria:
 
 
 
 
 

O Rio Grande do Sul teve hoje os primeiros registros de temperatura negativa do ano. Estações da Epagri acusaram marcas abaixo de zero em Bom Jesus e Vacaria. Geou em municípios da Serra, Aparados da Serra, Planalto Médio, Alto Uruguai e do Noroeste. O frio foi mais intenso justamente onde a atmosfera se encontrava mais seca, ou seja, nas Metades Norte e Oeste. Em Porto Alegre, a mínima foi de 10,5ºC, registrada na estação do Sistema Metroclima da Lomba do Pinheiro, na zona Leste.


Marcas negativas foram anotadas ainda no Planalto Sul de Santa Catarina, que possui as maiores altitudes do Sul do Brasil, onde os termômetros indicaram -2,1°C em Urupema, -0,7°C em Bom Jardim da Serra e -0,5°C em São Joaquim. Houve formação de geada moderada a forte nestas cidades (fotos abaixo de divulgação de Marília Oliveira da Prefeitura de Urupema). No Paraná, a temperatura não foi negativa, mas fez bastante frio com 3,8ºC na estação do Simepar em Palmas.


As noites seguem frias nos próximos dias no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, mas a cada dia as mínimas se elevam gradualmente. O frio seguirá mais intenso em áreas de baixadas e vales, o que vai gerar grandes diferenças de temperatura entre os microclimas urbanos ao amanhecer. Já as tardes serão agradáveis, também com tendência de gradual aquecimento. O sol predomina durante grande parte desta semana, mas na sexta-feira é elevada a chance de chuva no Rio Grande do Sul.

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Tornados provocam destruição e morte no Norte do Estado
Por: Abril, 13-04-2014 | 06:10 | Categoria:
 
 
 
 
 

Pelo menos três municípios do Rio Grande do Sul foram atingidos por tornados na madrugada do sábado (12), conforme análise da MetSul Meteorologia: Soledade, Erebango e Tapejara. Houve danos importantes na região de Getúlio Vargas. Supercélula de tempestade espalhou estragos numa faixa que vai de Erebango, passa por Getúlio Vargas e termina em Tapejara, entre Passo Fundo e Erechim, por volta das 5h de ontem. Há a possibilidade que o mesmo tornado que atingiu Erebango tenha provocado os danos em Tapejara. Os municípios de Erebango e Tapejara foram os mais atingidos, já que os estragos se deram em áreas urbanas. Houve colapso estrutural total de construções sólidas e ainda uma morte em Erebango.


Em Erebango, quase todas casas do bairro Esperança ficaram destelhadas ou danificadas, além de árvores e postes caídos. A igreja de São Sebastião e o salão paroquial também sofreram fortes estragos. No interior do município, propriedade rural foi destruída. Uma das casas do local veio completamente abaixo, ferindo os moradores. Também houve prejuízo em galpões da propriedade, onde havia soja e várias máquinas alojadas. Cerca de 200 residências sofreram danos na cidade. Oito pessoas ficaram feridas. Um homem de 26 anos morreu dentro de casa enquanto protegia o filho do temporal em Erebango. De acordo com a Brigada Militar, em uma casa sobrou só o alicerce. O dono foi arremessado pelo vento por vinte metros. As tábuas voaram das casas e ficaram cravadas nos pinheiro. O policiamento local informou à MetSul Meteorologia que os danos se deram em apenas metade da área urbana, em faixa bem definida, tendo o restante da cidade não registrado qualquer prejuízo.


Em Tapejara, o vento provocou danos em centenas de casas. O município, assim como Erebango, está em situação de emergência. Devido à falta de luz, houve falta de água na cidade. Os estragos não se deram na área central da zona urbana, mas numa faixa em que os prejuízos foram significativos. Um ginásio ficou completamente destruído, depósitos de empresas vieram abaixo, em algumas casas somente sobrou o assoalho, troncos grossos de árvores foram decepados, um caminhão chegou a ser jogado contra uma casa e um carro foi virado (fotos abaixo de Suelen Defeveri da Prefeitura e Rádio Tapejara).


Em Soledade, a área urbana não sofreu danos. Os estragos se deram na zona rural e foram muito localizados. Houve colapso estrutural total de residências, apesar das construções serem frágeis. Troncos de árvores foram decepados. Porta de metal foi parar a cerca de mil metros de distância da sua posição original. A estação automática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), situada no aeroporto municipal de Soledade, acusou rajadas de vento de 80 km/h. A intensidade, contudo, seria insuficiente para provocar os graves danos verificados na zona rural. As fotos são de Paulo Henrique Pinheiro.


Classificar fenômenos pelos danos não é tarefa fácil eis que não raro as características dos estragos são semelhantes, caso da microexplosão (fenômeno que trouxe destruição para Novo Hamburgo no último dia de janeiro) e de um tornado. São detalhes que permitem identificar qual fenômeno deu causa aos danos. A severidade de alguns dos danos em Erebango é condizente com a passagem de tornado. O mapeamento feito pela Brigada Militar de que estes se deram apenas em um lado da área urbana reforçam a suspeita. Se deram numa área mais ampla, mas é a melhor hipótese para o ocorrido no município. Já em Tapejara, é induvidoso que se tratou de um tornado. Os danos foram muito graves e numa faixa bem delimitada da área urbana do município que, segundo o prefeito municipal nos informou na MetSul, teria entre 250 e 300 metros de largura com uma extensão de 1,5 quilômetro. Marca clássica de tornado. Nenhum outro fenômeno explicaria estragos tão sérios em área tão limitada de terreno. Em Soledade, igualmente a hipótese de tornado é a mais plausível, considerando-se o caráter muito localizado e definido dos danos assim como a presença de objetos pesados a uma grande distância de onde se encontravam.


A estimativa dos danos, no caso de Soledade, é condizente com um tornado F1 (vento de 117 a 180 km/h). Nos casos de Erebango e Tapejara, contudo, os danos oscilam entre as categorias F1 (de 117 a 170 km/h) e F2 (entre 182 e 252 km/h). Assim como a trajetória de um tornado é errática, também é a sua intensidade durante o seu tempo de vida. Ao atravessar uma área urbana, a magnitude dos danos não tende a ter a mesma severidade uniformemente ao longo de todo o seu trajeto.


No momento dos tornados no Norte gaúcho, frente fria atuava na região com nuvens de grande desenvolvimento vertical. Imagem de satélite (abaixo) do momento em que se produziram os fenômenos mostrava a instabilidade mais intensa sobre o Nordeste gaúcho enquanto pelo Oeste avançava rapidamente ar seco, em desenho sinótico semelhante ao da noite em que ocorreu o tornado de Gramado e Canela de 2010. Havia ainda um importante gradiente de temperatura com a presença ainda de ar muito quente no quadrante Nordeste do Estado ao passo que ar frio passava a atuar no Noroeste do Rio Grande do Sul.


Detalhe crucial para a ocorrência dos destrutivos tornados da madrufada de ontem no Norte do Rio Grande do Sul era a presença nas áreas atingidas de uma corrente de jato em baixos níveis da atmosfera (mapas abaixo com a projeção de vento do nível de 850 hPa ou 1500 metros de altitude do modelo GFS). O JBN é condição presente na maioria dos tornados que ocorrem no Rio Grande do Sul e se observa em praticamente a totalidade dos eventos de grave conseqüências ocorridos fora do período de verão. Vários destes episódios de grande repercussão pela magnitude dos estragos ainda estiveram associados à passagem de frentes frias com a presença de um ciclone extratropical em formação ou já formado mais ao Sul, como era o caso deste fim de semana. Normalmente, instala-se uma corrente de jato de baixos níveis, via de regra originada na Bolívia, transportando ar seco e quente de Norte, quando de cenários pré-frontais em ciclones extratropicais. O jato de baixos níveis favorece o forte cisalhamento vertical de vento, o que garante o ambiente propício para supercélulas e atividade tornádica.


Na tarde da última terça-feira, um tornado tinha espalhado estragos no interior do município de Marques de Souza, às margens da BR-286, no Vale do Taquari. São, assim, pelo menos, dois episódios de tornados em menos de uma semana aqui no Rio Grande do Sul e numa época que, em regra, é que a registra menor freqüência de temporais do ano no Estado. Tornados em abril aqui são bastante raros. Em regra, eles ocorrem no inverno, primavera e verão. Alguns dos mais intensos da história recente se deram justamente no inverno, como em São Francisco de Paula (2003), Gramado (2010) e Muitos Capões (2005). No outono, contudo, são raros os casos. A morte em Erebango é a primeira provocada por tornado no Rio Grande do Sul, desde que em dezembro de 2003 tornado atingiu uma escola no município de Antonio Prado, na Serra Gaúcha.

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Frente fria e ciclone extratropical trouxeram transtornos
Por: Abril, 13-04-2014 | 02:12 | Categoria:
 
 
 
 
 

O deslocamento de uma frente fria pelo Rio Grande do Sul durante a sexta-feira e a madrugada de sábado provocou chuva forte a intensa com altos volumes de chuva em diversas regiões gaúchas, notadamente entre o Centro e o Norte do Estado. Em São Leopoldo, a estação da MetSul Meteorologia situada no Morro do Espelho registrou 101 mm, praticamente toda a média histórica do mês de abril. Em apenas duas horas choveu 50 mm na tarde de sexta em São Leopoldo, o que trouxe importantes alagamentos no trecho da BR-116 no município (fotos abaixo de Leonardo Rosa/Grupo Sinos). Em Porto Alegre, a precipitação somente da sexta-feira foi de 50 mm com momentos de precipitação torrencial e alagamentos no final do dia.


No Noroeste do Estado, os acumulados foram extremos. Santa Rosa e Três de Maio tiveram 192 mm de chuva. Em Crissiumal, a precipitação somou 146 mm, sendo 70 mm apenas na madrugada do sábado. O interior do município teve várias pontes e pontilhões levados pela água, estradas danificadas, casas invadidas pela água, animais desaparecidos, veículos avariados, paradas de ônibus destruídas e plantações afetadas. Alguns locais ficaram ilhados. Na Hidrelétrica Caa-Yari o nível chegou a 8 metros acima do nível do Rio Lajeado Grande. O excesso de água transbordava. Camionete foi arrastada por mais de 1300 metros em um riacho na localidade de Lajeado Grande, mas não estava ocupada (fotos abaixo cortesia do Guia Crissiumal).


À chuva forte seguiu-se o vento intenso. Cerca de 300 mil gaúchos estavam sem luz no final da manhã do sábado devido ao forte vento provocado pelo enorme ciclone extratropical na costa argentina. A maioria dos afetados estava na área de distribuição da CEEE. O vento acima de 90 km/h com forte agitação marítima deixou impraticável o Porto de Rio Grande. As rajadas mais fortes variaram entre 80 e 90 km/h em Porto Alegre, o que provocou queda de árvores. Já em Alvorada, sete postes da rua Vista Alegre (bairro Umbu) caíram devido à ventania (foto abaixo de Jonathas Costa do jornal O Alvoredense).


No vizinho Uruguai, o vento seguia forte neste começo de domingo, mas foi mais intenso durante o sábado com rajadas ao redor de 100 km/h nas costas Sul e Leste do país. Montevidéu teve rajadas de 93 km/h na estação do Serviço Meteorológico da Força Aérea perto do Prado. Em Punta del Este, as rajadas na tarde de sábado chegaram a 96 km/h. Com o forte vento por várias horas, houve queda de árvores, cabos de energia e outros danos de menor monta (foto abaixo de Marcelo Umpierrez).


Massa de ar seco e frio de origem polar, associada a um centro de alta pressão de 1028 hPa no Centro e Norte da Argentina, determina as condições do tempo neste domingo no Rio Grande do Sul. O ar frio é impulsionado por um poderoso ciclone no Atlântico Sul (imagem de satélite abaixo) e que se afasta do continente. O sol predomina  e a nebulosidade será esparsa. O frio se fará presente em todas as regiões, no começo e no final do dia. O domingo amanheceu com 6,1ºC em Santa Rosa, 6,5ºC em Quaraí e 7,5ºC em Bagé. A tarde será amena e agradável ao sol, mas bastará o entardecer para a temperatura cair e com força. O vento vai persistir e ainda sopra com rajadas no Sul e no Leste do Estado, mais fortes no Litoral Sul gaúcho.


A massa de ar polar que cobre o Rio Grande do Sul neste domingo é a mais forte do ano até agora na nossa região. O ar frio é impulsionado por um intenso ciclone extratropical no Atlântico Sul. A temperatura estará bem baixa no Estado no amanhecer e no final do dia de hoje, mas a queda maior da temperatura é esperada na madrugada desta segunda. Grande parte do território gaúcho vai ter um amanhecer de segunda-feira com mínimas abaixo de 10ºC. Porto Alegre e diversos pontos da região metropolitana devem registrar as primeiras mínimas abaixo de 10ºC de 2014.  O frio será mais intenso em cidades da Campanha, do Noroeste e das áreas de altitude da Metade Norte, onde as mínimas vão cair abaixo de 5ºC com geada isolada. Municípios da Serra e dos Aparados têm alta chance de geada por três dias seguidos: amanhã, terça e quarta. Apesar do frio noturno, ar seco e sol somado ao afastamento da parte mais intensa da massa de ar frio devem proporcionar aquecimento rápido e tardes com temperatura bastante agradável nesta primeira metade da semana. O sol predomina no Rio Grande do Sul até a quinta-feira e somente para o final da semana, já a partir da Sexta-Feira Santa, é que se espera o retorno da chuva.

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