Porto Alegre, terça-feira, 28.04.2015
 
 
 
   
Feriadão de Tiradentes alternará períodos com sol e outros de chuva
Por: Abril, 17-04-2015 | 08:40 | Categoria:
 
 
 
 
 

O tempo não vai ajudar em parte do feriadão no Rio Grande do Sul. Parte do período terá sol, mas são esperados períodos de chuva. Esta sexta-feira começa ainda com tempo bom em grande parte do Estado, mas já nesta manhã se espera chuva no Oeste por conta de frente fria que no começo da madrugada provocou vento de 112 km/h no Centro de Buenos Aires, na Argentina. O vento derrubou árvores e chegou a empinar um pequeno avião (fotografia abaixo da televisão argentina). Da tarde para a noite desta sexta, a chuva deve afetar a maioria das regiões gaúchas. Não se pode afastar o risco de chuva localmente forte com ocasionais trovoadas. Até granizo muito isolado é possível. No geral, contudo, o sistema frontal atuará com menos força que na Argentina. Mais para o Leste, o que inclui Porto Alegre, onde a maior parte do dia tem sol, a temperatura se eleva mais e faz um pouco de calor na área metropolitana. Em Porto Alegre, o dia é de sol e nuvens com calor à tarde, entretanto não se afasta a possibilidade de chover em direção à noite, mas, sobretudo, na madrugada deste sábado.


O sábado começará com chuva na madrugada em diversas regiões, mas o tempo já vai melhorar pelo Oeste e o Sul. No decorrer do sábado, o tempo melhora e seca na maioria das áreas com sol à tarde em muitas cidades que registraram chuva no começo do dia. O domingo começa com tempo bom no Rio Grande do Sul, mas a nebulosidade aumenta e o tempo se instabiliza mais da tarde para noite em vários pontos, sobretudo nas Metades Oeste e Norte. O amanhecer terá frio domingo com marcas abaixo de 10ºC na Campanha. Na segunda, a instabilidade predomina. Espera-se chuva em quase todo o Estado e até localmente forte com altos volumes (50 mm a 100 mm) em algumas cidades. Pelo Oeste e o Sul, o tempo apresenta gradual melhoria. Na terça, o sol chega a aparecer com nuvens no Estado, mas com períodos de maior nebulosidade e pode se registrar chuva localizada. Fique atento aos nossos boletins na mídia para as atualizações do prognóstico durante o feriadão.

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Madrugada fria traz primeira geada do ano no Sul do Brasil
Por: Abril, 07-04-2015 | 10:38 | Categoria:
 
 
 
 
 

Massa de ar seco e frio que cobriu o Rio Grande do Sul trouxe acentuada queda da temperatura e frio na última madrugada. As mínimas ficaram entre 10ºC e 13ºC na maior parte do Estado, mas diversas localidades tiveram marcas de apenas um dígito. As menores marcas foram nos Campos de Cima da Serra e Campanha, como mostram os dados na tabela das mínimas.


Em Santa Catarina, as mínimas foram ainda menores hoje. A mínima ocorreu em Urupema com somente 1,2ºC. Registrou-se a primeira geada do ano na localidade. Fez ainda 3,6ºC em Otacílio Costa e 5,0ºC no Morro da Igreja. A próxima noite volta a ser fria com mínimas parecidas com as de hoje e até menores em algumas cidades, como deve ser o caso de Porto Alegre. 

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Semana terá predomínio do sol e noites frias no Rio Grande do Sul
Por: Abril, 06-04-2015 | 08:02 | Categoria:
 
 
 
 
 

Volumes elevados de chuva foram registrados no fim de semana, a maior parte durante o domingo, na Metade Norte do Rio Grande do Sul. Muitas cidades tiveram entre 50 mm e 100 mm. Os maiores volumes ocorreram no Alto Jacuí, onde algumas cidades anotaram praticamente a média de chuva de abril inteiro com marcas de mais de mais de 100 mm na região de Cruz Alta. Nos vales do Rio Pardo e do Taquari, a chuva superou 50 mm em diversas localidades, ou seja atingiu mais da metade da média do mês em um só dia. Em Porto Alegre, grande parte do domingo foi de chuva fraca, mas à noite houve pancadas de forte intensidade. Na maior parte da Metade Sul, carente de água e com municipios em emergência pela estiagem, os volumes outra vez foram baixos. Algumas cidades, como em Canguçu, tiveram volumes razoáveis, mas que não se repetiram regionalmente. Nesta madrugada de segunda-feira, vento forte associado a um centro de baixa pressão em mar aberto (imagem de satélite abaixo) e ao ingresso de ar mais frio afetou a costa. Rajadas alcançaram até 60 km/h no Litoral Norte e em Rio Grande deixaram o mar agitado, o que causou a interrupção nas operações portuárias. Em Santa Marta, Sul catarinense, o vento resultado do centro de baixa na costa do Sul do Brasil ficou perto de 90 km/h na última madrugada.


O sol predomina no Estado hoje com mais nuvens no Nordeste gaúcho, especialmente entre a Grande Porto Alegre, Serra e Litoral Norte, onde ainda pode ter chuva passageira. Ar mais frio ingressa no Rio Grande do Sul e deixa o dia ameno. Já fez frio hoje junto à fronteira com o Uruguai e no Noroeste com a chegada do ar mais seco e frio. As mínimas foram de 10,6ºC em Bagé, 10,9ºC em Quaraí, 11,4ºC em Herval, 11,5ºC em Dom Pedrito, 12,2ºC em Livramento e Caçapava, 12,6ºC em Canguçu, 13,1ºC em Uruguaiana e 13,6ºC em Santa Rosa. O sol predomina no Estado entre amanhã e sexta-feira com dias de céu azul e nuvens esparsas em alguns momentos. Haverá nevoeiro isolado durante as madrugadas que devem ser frias a amenas, conforme a região. Mínimas abaixo de 10ºC são esperadas em algumas cidades e pode fazer até 12ºC quarta na região de Porto Alegre e área metropolitana. As tardes serão agradáveis com maior aquecimento entre a quinta e o sábado.   

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Sistema de baixa pressão favorece temporais no RS
Por: Março, 28-03-2015 | 14:09 | Categoria:
 
 
 
 
 

Sistema de baixa pressão atmosférica começou a se organizar sobre o Paraguai e o Nordeste da Argentina neste sábado e já propicia o desenvolvimento de nuvens carregadas na província de Missiones entre o Noroeste gaúcho e o Paraguai, que ao longo do dia avançam para Leste. Nas próximas horas há risco de pancadas de chuva que podem ser localmente fortes acompanhadas de raios e trovoadas em alguns pontos da faixa Norte do Rio Grande do Sul, sobretudo na divisa com Santa Catarina atingido principalmente o Noroeste gaúcho, o Alto Uruguai, o Planalto, Alto Jacuí, a Serra, os Aparados e também o Litoral Norte. Não se descarta a ocorrência de pancadas esparsas de chuva em pontos da região Central e região dos Vales.

 

Amanhã o sistema de baixa pressão em superfície se intensifica. Em consequencia disso a atmosfera sobre o Rio Grande do Sul estará demasiadamente instável e irá favorecer a formação de fortes áreas de instabilidade com nuvens carregadas. Ao longo do dia ocorrem pancadas de chuva na maioria das regiões do Estado, exceto em partes do Oeste e do Sul mais próximo a fronteira com o Uruguai. A chuva será irregular e mal distribuída, contudo já pode chover pela manhã em partes da metade Norte e há risco elevado de chuva localmente forte com volumes elevados em curtos períodos. A chuva virá acompanhada de raios e trovoadas em alguns momentos, sobretudo no decorrer da tarde para noite. Também é elevado o risco de temporais localizados com vento forte, mas especialmente com queda de granizo, que pode ser de tamanho grande entre a faixa Central e o Norte gaúcho, incluindo a área da região Metropolitana, a Serra e o Litoral Norte. No Litoral o vento será contínuo com forte intensidade ao longo do domingo.

Na segunda-feira a instabilidade persiste sobre Estado e apesar do sol aparece em várias regiões ocorrem períodos de maior nebulosidade com chuva irregular e mal distribuída nas metades Leste e Norte. Ainda chove forte no Nordeste e Norte gaúcho, especialmente no Litoral Norte.


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Mesmo com El Nino a chuva tem sido irregular no Estado
Por: Março, 25-03-2015 | 13:43 | Categoria:
 
 
 
 
 

O canal de umidade da Amazônia, que regula o regime de chuva no país, está mais atuante nas últimas semanas nos Estados do Sudeste e Centro Oeste propiciando, assim, a ocorrência de chuva mais abundante por lá. No começo do ano de 2015 não foi assim a chuva continuava escassa por lá enquanto que a precipitação ocorria em maior quantidade e frequencia aqui no Estado. O mapa abaixo mostra o desvio de precipitação do mês janeiro e nas áreas em azul é possível observar que a chuva ultrapassou a média histórica em grande parte do território gaúcho.

 

Já no mês de março até o presente momento, a situação se inverteu completamente e a chuva ficou irregular e mal distribuída no Rio Grande do Sul concentrando maiores acumulados em parte do Centro Oeste e Sudeste. Conforme mapa abaixo de desvio de precipitaçao do CPTEC/INPE as áreas em azul que indicam a chuva acima da média foram registradas no centro do país. Enquanto que no Rio Grande do Sul há deficit de 50 a 100 mm, ou seja, ainda falta chover essa quantidade para que se atinja a média histórica. É provável que isso não aconteça. 

Nos próximos 7 dias o modelo americano indica que a chuva seguirá irregular em todo o território gaúcho. No mapa abaixo é possível observar que os volumes de precipitação (mm) não serão muito significativos com possibilidade de 40 mm em pontos do Nordeste e Oeste do Estado. Nas demais regiões os volumes tendem a ser baixos e é possível que se encerre o mês com precipitação abaixo da média na maioria das regiões. 

A Metsul tem recebido com certa frequencia o seguinte questionamente: mas se tem El Nino atuando como pode estar chovendo menos no Sul do país? Primeiro é preciso ressaltar que el Nino não é garantia de chuva e nem La Nina é garantia de seca. Já houve anos sob inlfuência de El Nino com chuva irregular, assim como, houve anos de La Nina com muita chuva em partes do Estado. Neste ano, há um ingrediente que está contribuindo para essa irregularidade na precipitação: o resfriamento do Pacífico Leste (em destaque em azul na figura abaixo). O pacífico central está mais quente que a média há semanas e, por isso, há El Nino, contudo, o resfriamento no Leste tem impacto importante no Clima do Estado  e, por isso, o regime de chuva tem mudado nas últimas semanas e ao que tudo indica tende a permanecer assim por mais algumas semanas.

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Outono irá começar com queda na temperatura no Estado
Por: Março, 20-03-2015 | 13:22 | Categoria:
 
 
 
 
 

O outono de 2015 começa hoje às 19h45 com promessa de rápida virada na temperatura já nos primeiros dias. Nestas últimas horas de verão o sol irá predominar em grande parte do Rio Grande do Sul com forte aquecimento. Áreas do Noroeste irão apresentar máximas ao redor de 37°C, na Grande Porto Alegre a máxima poderá superar os 35°C. Em áreas da Metade Sul e Oeste há risco de pancadas isoladas de chuva e temporais passageiros poderão ocorrer devido ao calor. Nos munícipios de fronteira com o Uruguai a nebulosidade já aumenta e há registro de  significativa incidencia de raios conforme registra monitoramento do RINDAT. 

 

A imagem de radar registra núcleos isoladas de chuva forte (em vermelho)  em cidades do Sudoeste Gaúcho. Em Quaraí a chuva chegou provocando forte queda na temperatura. Em menos de 1 hora a temperatura despencou de 32,1°C para 21,5°C com rajadas de vento que alcançaram 58 km/h. Em Uruguaiana onde ainda não houve registro de chuva, a estaçao do Inmet registrou 33,6°C às 13h. 


No primeiro fim de semana de OUTONO uma frente fria vai cruzar rapidamente o Estado durante o sábado provocando aumento de nuvens, pancadas muito irregulares de chuva com baixos acumulados na maioria das regiões, porém eventuais episodios de chuva forte poderão ocorrer. Da tarde para a noite o vento ganha intensidade, devido a troca de massas de ar, sai o ar quente e avança o ar polar e em consequencia disso poderá ocorrer rajadas de vento com intensidade moderada a forte. As áreas mais afetadas tendem a ser as Metades Leste e Sul com rajadas que poderão chega a 60/80 km/h. A noite de sábado será de rapida queda na temperatura e o vento persistente irá gerar sensaçao termica baixa, ou seja, vai fazer frio em algumas regiões.

No domingo a massa de ar polar irá provocar queda acentuada na temperatura e em muitas cidades poderão ocorrer as menores temperaturas mínimas do ano até agora. As mínimas ficarão abaixo de 10°C em munícipios da Campanha, Serra e até mesmo fronteira Oeste. Nas demais regiões as mínimas irão oscilar entre 11 e 13°C. A tarde terá gradativa elevação térmica, contudo, o vento sul persistente irá atenuar o aquecimento com máximas que devem ficar ao redor de 25°C na Grande Porto Alegre, dos 20°C na Serra, 22°C na Zona Sul e 24°C na fronteira Oeste. 

 


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Ciclone Cari provoca "pororoca" em Imbé e garante surfe no rio
Por: Março, 12-03-2015 | 14:41 | Categoria:
 
 
 
 
 

Se a tempestade subtropical Cari foi causa de danos e transtornos em outros pontos do Litoral Norte do Rio Grande do Sul, em Imbé o ciclone em alto mar garantiu surfe no Rio Tramandaí. A onda da “pororoca” do Rio Tramandaí, em Imbé, virou atração na tarde da quarta-feira. Surfistas e praticantes de SUP” aproveitaram para pegar onda (foto abaixo da Prefeitura).


O fenômeno da onda entrando no Rio Tramandaí não chega a ser recorrente entre Imbé e Tramandaí. É preciso que o mar esteja alto ou de ressaca. A onda não tem muita força a ponto de causar estragos, mas já garante surfar no rio. Em alto mar, na costa do Sul do Brasil, uma boia mantida pela Marinha brasileira chegou a registrar onda de 6,3 metros (20 pés) no dia 10.

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Cari é rebaixado ao enfraquecer e ciclone se afasta do continente
Por: Março, 12-03-2015 | 07:05 | Categoria:
 
 
 
 
 

O rápido enfraquecimento do ciclone na costa fez a Meteorologia da Marinha do Brasil (DHN) a rebaixar na madrugada desta quinta-feira o sistema do status de tempestade subtropical para depressão subtropical. Com isso, o ciclone deixa de se chamar Cari, já que depressões atmosféricas não são identificadas por nome. O centro do agora ex-Cari estava nesta madrugada nas coordenadas 31,5ºS e 44,9ºW, junto ao litoral Sul do Rio Grande do Sul, mas seguia se afastando rápido do continente. Ontem à tarde (imagem de satélite abaixo), o centro da então tempestade subtropical Cari estava nas coordenadas geográficas 39ºS e 47ºW com pressão mínima de 1000 hPa e vento médio de 75 km/h, mas rajadas de 95 km/h.


Não há mais situações de risco associadas a este sistema, exceto instabilidade localizada no Leste e Nordeste do Rio Grande do Sul e vento moderado na costa. Ainda pode ter chuva isolada no Leste e Nordeste do Estado pelo ar úmido que circula o ciclone, mas o pior da chuva já passou. E foi muita água. Com volumes em vários locais perto ou acima da média do mês em menos de três dias. Diversas cidades do Litoral Norte tiveram mais de 100 mm. Foram 158 mm em Caraá, 139 mm em Terra de Areia, 126 mm em Três Forquilhas, 124 mm em Riozinho, 112 mm em Itati e 90 mm em Morrinhos do Sul. Na terça, a chuva de 133 mm em poucas horas fez os rios do Sinos e Caraá saírem do leito em Caraá (fotos abaixo de Marines Collioni). Alguns trechos de rodovias da região foram destruídos pela água. Aulas e o funcionamento do serviço público tiveram de ser suspensos pelo mau tempo. Maquiné teve duas famílias ilhadas na zona rural, retiradas por bombeiros de Três Cachoeiras.


Em Santa Catarina, a chuva até o final da quarta-feira somou em 72h volumes de 183 mm em Florianópolis (Sul), 172 mm em Laguna, 141 mm em Criciúma e Tubarão, 133 mm em Urussanga, 128 mm em Garopaba e ainda 114 mm em Sombrio. O município de Criciúma (foto abaixo de Juliano Marcelino/Portal Engeplus) foi um dos mais castigados no Sul catarinense pela chuva do ciclone, registrando pontos de alagamentos, queda de árvores e água sobre rodovias. Dez famílias foram desalojadas em Criciúma. Mais de 30 famílias ficaram ilhadas em Forquilinha. Em Balneário Rincão, houve alagamentos de residências, o que se repetiu em Içara. Outros problemas foram verificados em Siderópolis, que teve deslizamento de terra e a queda de rochas na SC-445, na região de Vila São Jorge. Em Lauro Muller, cratera se abriu após rompimento de tubulação.


Cari chamou a atenção do mundo. “Rara tempestade subtropical na costa do Brasil”. Este era ontem destaque em conta de Twitter do NOAA, a agência de Meteorologia norte-americana O ciclone subtropical Cari passou, inclusive, a ser monitorado pela agência que emitiu dados de trajetória e intensidade do sistema pelo sistema ATCF. Cari ainda repercutiu nos principais sites mundiais de Meteorologia. Por ser uma situação meteorológica excepcional foi possível observar fatos que são incomuns na nossa rotina operacional, como verificar numa carta aeronáutica Sigmet o símbolo da convenção pra ciclone subtropical.


O sol aparece nesta quinta-feira em todo o Rio Grande do Sul, inclusive no Nordeste gaúcho que ainda vai sofrer efeito da circulação de umidade. Nuvens aparecem na Grande Porto Alegre, Serra e Litoral Norte, mas nestas áreas qualquer registro de chuva será muito mais localizado que nos últimos três dias. A manhã começa amena e pode ter nevoeiro isolado, porém aquece rápido com o ar seco que cobre a maior parte do Estado e faz um pouco de calor à tarde. O vento sopra fraco a moderado com ocasionais rajadas no Litoral Norte pela proximidade do ciclone e o mar pode ter ressaca. Já no fim de semana, o sol aparecerá com nuvens e esquenta, o que pode trazer chuva isolada típica de verão principalmente no domingo.

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Histórico ciclone subtropical Cari traz chuva intensa e inundações
Por: Março, 11-03-2015 | 07:17 | Categoria:
 
 
 
 
 

A Meteorologia da Marinha do Brasil (DHN) elevou o status do ciclone na costa do Sul do país da categoria de depressão subtropical da análise das 12Z de ontem à tempestade subtropical na análise da 0Z de hoje. Com isso, o ciclone foi batizado pelo nome de Cari, palavra em tupi guarani que significa “homem branco”. Trata-se de um fato histórico na Meteorologia nacional. Não há precedente na climatologia do Brasil que dois ciclones anômalos tenham sido batizados em um mesmo ano, quanto mais em intervalo de apenas 30 dias. Em fevereiro, a tempestade subtropical Bapo tinha atuado junto à costa do Sul do Brasil. Antes, tinham sido batizados os ciclones atípicos Arani (2011), Anita (2010) e ainda o furacão Catarina (2004).


Volumes extremos de chuva associados ao ciclone Cari foram registrados no Leste de Santa Catarina e no Nordeste gaúcho, tal como alertava a MetSul Meteorologia em seus boletins de advertência desde o fim de semana. No caso de Santa Catarina, houve alagamentos e pontos de inundação durante a terça-feira no Sul do Estado (fotos abaixo de Criciúma e Siderópolis do portal Engeplus). Na soma de segunda-feira até 6h da manhã desta quarta-feira havia chovido 183 mm no Sul da ilha em Florianópolis (Campeche), 159 mm em Laguna, 154 mm em São Martinho, 144 mm em Armazém, 128 mm em Içara, 127 mm em Garopaba, 120 mm em Içara, 119 mm em Jaguaruna, 112 mm em Içara e 100 mm no município de Santa Rosa de Lima.


No Litoral Norte gaúcho, a chuva intensa trazida pelo ciclone subtropical Cari também causou inundações. Só ontem choveu 133,8 mm na estação da ANA em Caraá, município junto à Serra perto de Santo Antonio da Patrulha, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Houve inundação na cidade e vias do interior do município foram interrompidas pela rápida das águas (fotos abaixo da Defesa Civil Municipal). Houve danos às estradas do interior do município. Volumes acima de 100 mm foram anotados registrados ainda desde segunda-feira até o final da madrugada desta quarta em Terra de Areia (131 mm), Três Cachoeiras, Tres Forquilhas (115 mm), Riozinho (104 mm) e Itati (108 mm). Houve chuva forte isolada ontem ainda nos vales, Grande Porto Alegre e Serra com volumes terça de 54 mm em Parobé e 46 mm entre Novo Hamburgo e São Leopoldo.


Com o lento deslocamento para Sul do ciclone subtropical Cari e o contínuo aporte de umidade com bandas de nebulosidade do oceano para o continente, o tempo vai continuar instável. O risco de chuva forte a intensa localizada segue nesta quarta-feira no Sul e no Leste catarinense. No Nordeste do Rio Grande do Sul, sobretudo no Litoral Norte, o risco de chuva forte persiste ainda hoje e amanhã com ameaça de alagamentos e deslizamentos de terra ou queda de barreiras nas áreas de relevo. Recomenda-se atenção na BR-101 no Litoral Norte gaúcho e no Sul catarinense. Pancadas fortes isoladas e passageiras ainda são possíveis em pontos da Serra, nos vales e na Grande Porto Alegre nesta quarta-feira e possivelmente também amanhã. Os volumes de chuva trazidos por este ciclone atípico, assim, estão longe de definitivos aqui no Nordeste gaúcho e vão subir mais. O ciclone vai se afastar rápido para Sudeste na quinta, desorganizando-se ainda mais, e pode até se dissipar na sexta.


O vento ganhou força durante as últimas horas na costa Sul catarinense. Na estação do Instituto Nacional de Meteorologia em Santa Marta, Laguna, foram registradas rajadas de 73 km/h entre 6h e 7h de hoje. No decorrer desta quarta não podem ser afastadas rajadas de 70 a 90 km/h, ocasionalmente superiores, em pontos da costa entre o Sul de Santa Catarina e a região de Florianópolis. No Litoral Norte do Rio Grande do Sul o vento também se intensifica, principalmente em Torres. O vento será moderado com ocasionais rajadas fortes, porém não se espera vento muito intenso na região. Segue o aviso da MetSul Meteorologia por mar agitado no Litoral Norte gaúcho e de Santa Catarina com ondas de até 3 metros e o risco de ressaca.

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