02.09.2010 04:54
07.08.2010 03:30
01.08.2010 07:43
05.07.2010 22:11
03.06.2010 16:49
01.05.2010 13:42
01.04.2010 16:02
15.03.2010 01:47
01.03.2010 15:55
01.02.2010 16:14
| 1 | 2 | 3 | ...
 
 
Click to get your own widget
 


Carregando Perfil
Aguarde por favor...


 
Quarta-feira 31/03/2010 13:26 Criado em: 15/03/2010 - 01:47

Inverno nosso versus inverno deles

A estação climatológica principal da cidade de Nova Iorque registra o seu março mais chuvoso desde o início das medições em 1869. Até a noite desta terça tinham sido registrados neste mês 271,2 milímetros, batendo o recorde anterior de 267,7 de março de 1983. O Aeroporto Internacional John F. Kennedy (JFK) bateu o recorde prévio de 1980 e o Aeroporto La Guardia anotou marca superior ao recorde de março mais chuvoso de 1953. Em Boston, este março é o mais chuvoso observado até hoje e o segundo mês com mais chuva em toda a história com 346,2 milímetros. O março mais chuvoso anterior na cidade pertencia a 1953 com 279,4 milímetros. Em toda a série histórica de Boston iniciada em 1872 somente choveu mais em um mês em agosto de 1955 que registrou 434 milímetros por conta da atuação de uma tempestade tropical. Providence, Rhode Island, não apenas tem o março mais chuvoso desde o começo das observações em 1904, mas o mês com mais chuva até hoje registrado. O acumulado deste mês até ontem de 395,7 milímetros superou o recorde anterior de 390,6 de outubro de 2005. Portland, Maine, teve também o março mais chuvoso de sua série histórica com 279,4 milímetros.

  

O fascinante é ver a coincidência entre o inverno no Nordeste dos Estados Unidos e o que ocorreu no nosso último. Os meses extremos de chuva aqui no Rio Grande do Sul em 2009 foram setembro e novembro, quando várias localidades tiveram seus recordes de precipitação de cem anos quebrados para os respectivos meses. Setembro é o último mês do nosso inverno assim como março, agora, é o último mês do inverno no Hemisfério Norte.

  

Este março chuvoso no Nordeste americano ocorre após um inverno rigoroso tal como foi o nosso de 2009 com frio quase contínuo e intenso em junho e julho. Por trás do frio muito intenso da nossa última estação fria esteve fortemente a Oscilação Antártica (AAO) e, no caso do Nordeste dos Estados Unidos, o comportamento da Oscilação do Ártico (AO) que atingiu níveis baixíssimos e raramente vistos. Apesar das enormes coincidências entre o nosso inverno de 2009 e o inverno deles agora de 2010, existe uma grande diferença. Nosso período muito frio de junho e julho de 2009 foi bastante seco, absolutamente incomum para o meio do ano, enquanto o período mais gelado do inverno do Nordeste americano veio acompanhado de grandes nevascas que resultaram em recordes históricos. Se o padrão se mantiver relativamente coincidente, maio teria chuva muito acima da média e temperatura muito superior à média em parte dos Estados Unidos, sobretudo na Metade Leste do país. Algo, contudo, que parece ser iminente é um estouro da atividade de tempo severo com importantes ondas de tornados após um começo de temporada calmo. A tranqüilidade que frustrou os integrantes do projeto Vortex2 de estudos de tornados em 2009 não deve se repetir nos próximos 60 a 90 dias.

Autor: Eugenio Hackbart
Publicado em 31/03/2010 13:26
(36)
 

A Hora do Coliforme

Mais uma vez somos convocados a apagar as luzes durante a "Hora do Planeta", protesto contra a emissão de gases estufa, mas, neste momento, a MetSul está com as suas luzes acesas, muito acesas. Os principais poluidores são Estados Unidos e China, logo se protesta aqui contra algo que se origina principalmente no exterior enquanto no quintal seguimos lançando toneladas de esgoto com fezes, químicos e tudo mais em nossos principais mananciais como os rios Gravataí e Sinos e o lago Guaíba em Porto Alegre. Ninguém parecer ter olhos para o que ocorre sob seus narizes, mas muita gente adora apontar o dedo para longe. Quem sabe começamos a resolver os graves problemas ambientais do planeta pela nossa própria casa. Chega de transformar nossos rios em um depósito gigantesco de coliformes. Claridade e não escuridão mental é que precisamos.

  

Estamos atendendo aqui no Rio Grande do Sul à convocação do Instituto Liberdade (IL-RS) para a denominada "Hora da Realização Humana", proposta pelo segundo ano seguido pelo Competitive Enterprise Institute dos Estados Unidos. "Qualquer indivíduo que não estivesse sentado no escuro ou pelado na floresta deveria estar celebrando a Hora da Realização Humana para destacar as inovações e descobertas feitas pelos humanos para melhorar a qualidade de vida e ainda destacar o livre pensamento", disse o Instituto Liberdade em nota. Liberdade econômica e proteção ambiental não andam separadas. Onde a Hora do Planeta é uma constante é na Coréia do Norte. Muitos dos que agora apagam a luz andam de carro o ano todo, sujam a rua e desperdiçam água. Viva a natureza e a liberdade para berrar por ela ou contra os exageros dos hipócritas !!

Autor: Alexandre Amaral de Aguiar
Publicado em 27/03/2010 20:53
(51)
 

Atenção: Chuva forte no Leste do Sul do Brasil

Chuva forte no Litoral Norte e Leste O modelo ETA não raro superestima as precipitações junto à Serra, mas o quadro inspira um monitoramento especial e pode ser considerado de risco. A imagem abaixo mostra o meteograma com a última saída do modelo ETA do Cptec para Florianópolis.

  

A persistência da instabilidade nos próximos dias é que preocupa, sem mencionar a chuva forte em alguns momentos, uma vez que vai saturando o solo e aumentando o risco de deslizamentos. Modelos globais internacionais corroboram a solução, indicando um período chuvoso nos próximos dias não apenas no Leste de Santa Catarina, mas igualmente entre a Serra e o Litoral Norte do Rio Grande do Sul com risco de pancadas por vezes fortes a localmente torrenciais nestas regiões. Veja a projeção de chuva acumulada para os próximos sete dias do modelo americano.

  

A instabilidade mais forte deve ficar bem perto de Porto Alegre tanto que algumas simulações em alguns horários chegam a levar as áreas de chuva em maior vokume para a região da Capital nos próximos dias. Há risco de chuva forte em alguns momentos no restante da semana também no litoral do Paraná.

As intensas áreas de instabilidade que se alertava aqui na segunda-feira iriam se formar sobre o Paraguai nas horas seguintes acabaram por produzir enormes volumes de chuva no país vizinho. "Maior temporal dos últimos anos" é manchete nas edições eletrônica do ABC e do Última Hora de Assunção.

  

O Sul do Paraguai, em especial, foi castigado por chuva entre segunda e ontem que trouxe mortes e estragos. Fenômeno denominado Complexo Convectivo de Mesoescala, aglomerado de nuvens carregadas de aspecto circular, foi o responsável pelo temporal. Boletins synops indicaram volumes de 196 milímetros, mas em Assunção a Meteorologia paraguaia informava que em parte do país havia chovido 240 milímetros. O mesmo sistema trouxe temporais e chuva forte também no Oeste do Paraná. Em Ponta Grossa, nuvem funil, que por muito pouco não se configurou em tornado, foi fotografada sobre a cidade (foto de Jillian Servat/Diário dos Campos).

Uma corrente de jato (vento) em baixos níveis da atmosfera (JBN) atuava na região, favorecendo atividade tornádica. O balão meteorológico lançado na manhã de ontem em Foz indicou vento de 70 nós (130 km/h) a apenas 1500 metros, o que é muito e acusa a presença do jato em baixos níveis. Choveu bastante no Oeste catarinense, onde algumas localidades tiveram 100 milímetros em poucas horas.

Autor: Eugenio Hackbart
Publicado em 24/03/2010 09:47
(67)
 

Temporal destrutivo na 35ª hora do outono

Diversas comunidades gaúchas amanheceram nesta segunda-feira contabilizando os estragos do temporal da noite passada e da madrugada de hoje. Em Bagé, a estação automática do Instituto Nacional de Meteorologia acusou vento de 115 km com oito casas destelhadas e queda de árvores. Em Livramento, também houve queda de árvores devido ao intenso vendaval. As rajadas alcançaram 106 km/h na estação de Rivera. O pior estaria reservado, mais uma vez, para o Noroeste do Rio Grande do Sul. Santo Cristo de novo foi uma das cidades mais castigadas, registrando danos importantes pelo temporal do começo da madrugada: casas e estabelecimentos comerciais destelhados, postes de energia elétrica derrubados, estruturas de ferro retorcidas e um silo destruído. (foto de Felipe Dorneles / Correio do Povo).


A mesma célula de tempestade afetou ainda Tenente Portela, onde centenas de casas foram destelhadas e árvores caíram, interrompendo ruas da cidade. Outras cidades do Noroeste também tiveram prejuízos. O vento ainda causou destelhamentos em Vacaria. Em Getúlio Vargas, as aulas foram suspensas. Falta de luz localizada atingia milhares de pessoas na área metropolitana. Tudo resultado do avanço de uma frente fria que se deslocou incrivelmente rápido do Uruguai e explodiu em intensidade sobre o Estado. É muito provável que em alguns pontos do Noroeste o vento tenha ficado entre 150 km/h e 200 km/h e a MetSul Meteorologia não descarta que tenham ocorrido tornados na região, considerando a atuação de um jato de baixos níveis no Oeste na noite passada. Horizontina , por exemplo, teve rajadas de 146 km/h no aeroporto municipal Walter Bündchen (324 metros).

  

Entre a noite de hoje e amanhã desta terça-feira intensas áreas de instabilidade devem ganhar força sobre o Paraguai e a província argentina de Misiones, o que pode resultar em chuva volumosa no Noroeste gaúcho. Amanhã e quarta, o tempo segue instável na Metade Norte gaúcha com pancadas de chuva por vezes fortes no Norte do Estado, mas estaria seco na Metade Sul. Há a possibilidade do tempo seguir instável ainda na quinta, mas os modelos divergem. O americano limita a chuva na quinta ao Norte do Rio Grande do Sul enquanto a última saída do Europeu sinaliza a chuva avançando para o Sul e atingindo grande parte do território gaúcho, inclusive com força em alguns pontos.

Autor: Eugenio Hackbart
Publicado em 22/03/2010 13:49
(41)
 

Alerta: Frente fria traz ameaça de chuva forte

Uma frente fria se intensificou muito neste domingo sobre o Centro da Argentina e o Uruguai, iniciando deslocamento para Norte em direção ao Sul do Brasil. A tendência é que o sistema frontal siga avançando para o Rio Grande do Sul, onde já deve trazer instabilidade na noite de hoje.

Em Buenos Aires, a frente fria provocou chuva forte. O mais importante clássico do futebol argentino entre Boca Juniors e River Plate, no Estádio da Bombonera, no bairro da Boca, acabou suspenso apenas aos nove minutos do primeiro tempo por conta do gramado alagado (imagem: TV Pública - Canal 7 Argentina) .

A MetSul Meteorologia alerta que a chegada da frente fria trará condições favoráveis à ocorrência de chuva forte a intensa no Rio Grande do Sul neste começo de semana. Os volumes podem ser localmente altos, o que pode resultar em alagamentos. O risco de temporais com rajadas de vento e ocasional queda de granizo não pode ser afastado. Já na noite deste domingo podem ser registradas condições de tempo localmente severo na fronteira com o Uruguai e na área de Uruguaiana. No decorrer desta segunda-feira, com o deslocamento da frente, a chuva atingiria as demais regiões gaúchas com possibilidade de altos volumes localizados.

O interessante é o que se estabelece para terça. Algumas simulações computadorizadas melhoram o tempo em todo o Estado, mas outras sustentam a chuva ainda no Rio Grande do Sul e com forte intensidade. Nossa análise de hoje é que na terça o tempo seguiria instável no Estado com chuva principalmente do Centro para o Norte do território gaúcho, podendo ser ainda forte a intensa em pontos isolados. A chuva será um alento para comunidades da Metade Norte gaúcha que atravessam um período de precipitações reduzidas, mas que de nenhuma forma pode ser considerado uma ‘seca’.

Autor: Eugenio Hackbart
Publicado em 21/03/2010 16:54
(89)
 

A difícil arte das projeções climáticas

A semana que passou foi ocupada quase toda pela finalização do prognóstico do outono e o atendimento à imprensa que desejava saber de tudo sobre a nova estação. Muita gente não sabe, mas prever as condições para uma estação é muito diferente de prognosticar o que vai ocorrer no dia seguinte. No primeiro caso, estamos falando de clima. No segundo, simplesmente de previsão do tempo. Modelos computadorizados são o que existem de mais moderno seja para elaborar previsão do tempo (curto prazo) ou de clima (médio a longo prazo), mas em se tratando de clima são adotadas outras ferramentas com muita ênfase na experiência e linhas de pensamento científico de quem faz a previsão. Nós, da MetSul Meteorologia, damos relevante peso nas projeções climáticas aos análogos, anos do passado que tiveram condições semelhantes de chuva, temperatura, El Niño ou La Niña, atividade solar, temperatura do Atlântico Sul e Norte, cobertura de gelo nos pólos, oscilações do Pacífico e Atlântico, etc. A técnica de busca de análogos por variáveis e uma análise comparativa entre os resultados obtidos deixou de ser a mais utilizada nos Estados Unidos e, aqui no Brasil, então, praticamente ninguém adota. É, acreditem, extremamente trabalhoso e cansativo olhar ano por ano, mês por mês, para tantas variáveis. O resultado, contudo, vale a pena. O boletim que remetemos aos clientes, longo e detalhado, foi a síntese de toda esta análise que deveria ter iniciado no começo do mês, mas acabou dez dias atrasada pela ação da tempestade tropical Anita em nossa costa.

  

Não raro os análogos não dão as respostas que se pretende, mas oferecem sinais valiosos. No caso do inverno histórico agora deste ano dos Estados Unidos, meteorologistas que pautaram suas previsões pela análise dos análogos foram os que conseguiram melhor antecipar que em 2010 o frio poderia rivalizar com os extremos dos anos 70. Um dos análogos que era mais citado em novembro e dezembro do ano passado era 1977. Dito e feito. O inverno de 2010 nos Estados Unidos se comportou muito semelhante ao que ocorreu em 77. No nosso caso aqui, os últimos meses tiveram regime de chuva do verão semelhante ao que ocorreu nos períodos, dentre outros, de 1986/1987. Já a temperatura e, em parte, a chuva, nos últimos 50 a 60 dias, teve perfil semelhante a 1984. Moral da história ? Projeção de clima é algo fascinante, muito útil para planejamento na economia, mas que ainda precisa avançar. É tão complexo que no Reino Unido o famoso serviço meteorológico local (Met Office) decidiu não mais fazer projeções para estações, mas apenas mensais, após repetidos fiascos como prever que o último verão seria tórrido, e foi frio, ou que os últimos dois invernos seriam quentes, e acabaram congelantes.

Autor: Eugenio Hackbart
Publicado em 21/03/2010 16:21
(6)
 

Anita teve um ACE de 2,05

O que é pior? Um ano com 10 ciclones fracos ou um ano com só 5, mas todos intensos? Claro que a segunda hipótese. Quantidade engana, o que fez com que os cientistas elaborassem um índice para ciclones tropicais que se chama ACE (Energia Acumulada de Ciclones), abordado nesta coluna em 22 de março de 2009. A cada tempestade é atribuído um valor de ACE. Quanto mais duradoura e mais intensa, maior será o ACE. Cada 24 horas de um ciclone com vento de 35 nós (64,8 km/h) equivale a um ACE de 0,49. Já 24 horas com vento de 150 nós (277 km/h) correspondem a um ACE de 9. Quem faz o controle mundial do índice é a Universidade Estadual da Flórida. Ontem, após contato da MetSul Meteorologia, a universidade americana incluiu a tempestade da semana passada na orla gaúcha na sua lista e atribuiu um ACE de 2,05 para o nosso ciclone Anita, fazendo do fenômeno que atuou na costa do Estado o 16º ciclone tropical com maior ACE no Hemisfério Sul na temporada 2009/2010. O ciclone Ului (foto do alto do post), que se converteu no primeiro categoria 5 (máximo da escala dos furacões) de 2010 havia acumulado até ontem no Pacífico Sul um ACE de 16,96.

Autor: Eugenio Hackbart
Publicado em 16/03/2010 14:32
(40)
 

Segunda metade de março começa com ameaça de temporais no Sudeste e massa de ar frio no Sul

A semana que começa inicia com a nossa preocupação quanto à possibilidade do Rio de Janeiro ser mais castigado por chuva intensa e novos temporais. O pacote de modelos nacionais e internacionais analisado pela MetSul Meteorologia sugere um alto risco do território fluminense registrar altos volumes de precipitação e tempestades convectivas nesta semana, sobretudo entre hoje e quarta-feira. O avanço de uma massa de ar frio pelo Leste do Sul do Brasil voltará a ativar a instabilidade no Rio com possibilidade de novos e pesados aguaceiros. Neste domingo, a cidade do Rio sofreu com chuva forte e temporal de vento e raios que fez estrago. Associadas ao ar quente e úmido, as áreas de instabilidade explodiram sobre a região durante a tarde com a passagem de uma frente fria pelo alto mar.

  

Se a semana que passou foi marcada por um ciclone tropical, a rara tempestade tropical Anita, a que começa terá um anticiclone (centro de alta pressão) como principal sistema a influir o tempo no Rio Grande do Sul. Enorme e poderoso ciclone extratropical, de apenas 960 hPa, a Leste das Ilhas Malvinas, impulsiona uma massa de ar frio da Antártida para o Sul e o Leste da Argentina Ao mesmo tempo, um sistema de alta pressão que estava na costa do Pacífico do Chile se estabelece na Argentina e após avança para o Atlântico na metade da semana.

  

O ar frio, que acompanha este sistema de alta pressão, irá ingressar hoje aqui no Estado. As notícias que circulam em parte da mídia de que o Estado terá "uma semana de frio", contudo, não procedem, uma vez que rapidamente o ar frio escoará para o mar entre quarta e quinta-feira com o retorno do calor pelo Oeste. Ademais, o frio, provavelmente com as mais baixas mínimas desta estação em diversas localidades, de um dígito, se limitará ao período noturno. Os dias serão amenos e mesmo quentes no Oeste, especialmente na segunda metade da semana. Com o sistema de alta, o tempo seco irá predominar, o que é ruim para a agricultura, afinal as projeções pelos modelos de chuva forte para o Norte gaúcho no fim de semana não se concretizaram.

Autor: Eugenio Hackbart
Publicado em 15/03/2010 01:54
(42)