05.07.2010 22:11
03.06.2010 16:49
01.05.2010 13:42
01.04.2010 16:02
15.03.2010 01:47
01.03.2010 15:55
01.02.2010 16:14
01.01.2010 19:25
01.12.2009 08:01
02.11.2009 00:59
| 1 | 2 | 3 | ...
 
 
Click to get your own widget
 


Carregando Perfil
Aguarde por favor...


 
Sábado 27/02/2010 10:33 Criado em: 01/02/2010 - 16:14

Atenção: Um terço do planeta está sob alerta de tsunami

O Oceano Pacífico inteiro, que cobre um terço da superfície do planeta, mais parte do Oceano Antártico, encontram-se neste momento sob alerta de tsunami após o violentíssimo terremoto que atingiu a costa do Chile na madrugada de hoje. O tremor foi o mais intenso no planeta desde o sismo de dezembro de 2004, em Sumatra, que gerou o tsunami na Ásia e na África. O terremoto desta manhã, segundo especialista da rede CNN, foi perto de mil vezes mais intenso que o do mês passado no Haiti. O sismo de 8,8 graus na escala Richer na costa chilena chegou a provocar a evacuação de prédios em Buenos Aires e foi sentido até na cidade de São Paulo. As informações ainda são muito preliminares do Chile, mas há dezenas de mortos e muitos danos na região de Concepción.

  


O Tsunami Warning Center emitiu alertas de tsunami para todas as regiões do Pacífico (mapa acima). O alerta envolve países da América do Sul, bem como Austrália e Nova Zelândia. Uma grande onda já atingiu uma área povoada da Ilha de Robinson Crusoe, a 660 km da costa chilenaNas Filipinas, o governo pediu às comunidades costeiras no lado oriental do arquipélago que se preparem para uma possível evacuação de suas casas. Há pouco soaram as sirenes de alerta no Havaí para que a população abandone as áreas costeiras. Segundo a imprensa local, medidas urgentes devem ser tomadas para proteger vidas e bens. Modelos indicam que as ondas poderiam chegar à costa havaiana até com 5 metros de altura. Não há alerta de tsunami na área do Atlântico, logo inexiste qualquer aviso para a costa do Brasil.

Autor: Alexandre Amaral de Aguiar
Publicado em 27/02/2010 10:33
(74)
 

Chuva bate recordes de um século na Argentina e deve ser forte nesta terça aqui no Rio Grande do Sul

Rosário (Santa Fé), terceira mais populosa área urbana da Argentina, registrava até a manhã de segunda-feira um acumulado 355,8 milímetros de chuva neste mês, recorde para fevereiro desde o início das observações em 1901. O recorde anterior era de 315 milímetros em 1973. A cidade de Buenos Aires voltou a ficar alagada na tarde desta segunda devido à chuva forte. Com os 41,6 milímetros anotados entre 9h e 16h, a precipitação do mês na capital argentina subiu para 420,6 milímetros, tornando este o fevereiro mais chuvoso já registrado na cidade de Buenos Aires desde o início das observações há um século.

  

Muita chuva também em Montevidéu. Forte aguaceiro provocou alagamentos na capital uruguaia no começo da noite desta segunda. As precipitações em menos de uma hora variaram entre 30 e 50 milímetros. Carros chegaram a ser arrastados pela correnteza na capital uruguaia.

  

Agora no final da segunda-feira, chovia forte no Norte uruguaio. A instabilidade deve ganhar muita força nesta madrugada desta terça sobre o Norte do país à medida que uma frente fria, associada a um sistema de baixa pressão a Sudeste do Rio da Prata, se ativará e ficará melhor definida. Uma outra área de instabilidade se intensificará a Oeste de Uruguaiana.  As imagens de radar já mostravam a linha frontal se organizando sobre o Norte do Uruguai e o Extremo Sul gaúcho no final da segunda-feira.

  

A MetSul Meteorologia alerta que o avanço da frente fria traz chuva forte nesta terça-feira para o Rio Grande do Sul. A instabilidade mais forte atinge já na primeira metade do dia a Metade Sul, sobretudo a fronteira com o Uruguai e o Sudoeste gaúcho, podendo voltar a chover com intensidade na região de Uruguaiana, e no decorrer do dia avançará para as demais regiões com possibilidade de chover forte a intensamente em alguns pontos. Os acumulados em curto período (até 6 horas) podem ficar entre 50 e 100 milímetros em algumas cidades, podendo alcançar de 100 a 150 milímetros em alguns pontos, sobretudo da Metade Norte. Podem ocorrer temporais com chance de vendavais, especialmente no Norte gaúcho. Não se descarta o risco de chover forte também em Porto Alegre, principalmente da tarde para a noite.

Na quarta-feira, chove na Metade Norte gaúcha, que pode ser ainda localmente forte, e a frente leva chuvarada e temporais isolados para os demais estados da Região Sul e potencialmente até São Paulo. Massa de ar frio na retaguarda da frente, e que vai ativar a instabilidade sobre o Rio Grande do Sul nesta terça, traz, na sequência, temperatura baixa nas madrugadas da segunda metade desta semana. A MetSul Meteorologia alerta que o ingresso da massa de ar frio pode se dar com fortes rajadas de vento que já podem ser registradas nesta terça no Sul e no Leste do Estado, mas principalmente no Sul gaúcho.

A segunda-feira foi de instabilidade no Rio Grande do Sul por conta da massa de ar quente e úmido e áreas de baixa pressão sobre o Uruguai e o Norte da Argentina. Em Uruguaiana, em apenas sete horas, entre o final da madrugada e o final da manhã, choveu 107 milímetros na estação automática do Instituto Nacional de Meteorologia. À tarde, com o calor e o abafamento, novas áreas de instabilidade como as que avançaram em Bento Gonçalves no início da noite.

  

Uma das notícias da segunda-feira no Rio Grande do Sul foi a morte de mais de 30 búfalos em uma propriedade do município de Taquara. Os animais foram atingidos por fios de um poste da rede elétrica que caiu com a chuva do domingo na localidade.

Em Porto Alegre, a tempestade elétrica que atingiu parte da cidade na noite desta segunda-feira deixou dezenas de milhares de pessoas sem luz. Os problemas se concentraram principalmente na zona Norte da cidade, notadamente no bairro Sarandi. (imagens do canal C5N de Buenos Aires, do Canal Teledoce de Montevidéu, de Guilherme Dal Pizzol em Bento e Emanoel Kurowski/Correio do Povo em Taquara)

Autor: Luiz Fernando Nachtigall
Publicado em 22/02/2010 23:38
(145)
 

A dengue está de volta ao Rio Grande do Sul

A Secretaria Estadual da Saúde confirmou neste domingo um surto de Dengue em Ijuí. Exames laboratoriais comprovaram a existência do vírus em sete pessoas que residem na cidade. Os exames positivos serão encaminhados nesta segunda-feira ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, para uma segunda análise, como prevê o protocolo da dengue no Ministério da Saúde. A orientação das autoridades é para que os gaúchos evitem viajar a Ijuí. Dos 496 municípios no Estado, 55 possuem focos dos mosquitos transmissores da dengue. A Secretaria da Saúde orienta que as pessoas que sentirem os sintomas da dengue procurem imediatamente um hospital e permaneçam em casa durante o tratamento. Esta é apenas a segunda vez que se registra dengue autóctene (casos contraídos na própria região) no Rio Grande do Sul. A última oportunidade foi em 2007.

A explicação para a dengue de agora é a mesma de março de 2007. As condições atmosféricas com tempo mais quente e úmido neste verão, associadas ao El Niño, estão sendo determinantes para o retorno da doença. A precipitação se manteve muito acima da média nos últimos meses no Rio Grande do Sul, Sul do Brasil e áreas próximas, e ainda com temperatura muito acima da média. Novembro foi o mais quente e o mais chuvoso em quase um século de dados em algumas cidades gaúchas e agora fevereiro apresenta temperatura excepcionalmente acima das normais históricas, podendo se converter no mês de verão mais quente até hoje observado no Rio Grande do Sul. mais água e mais calor, em decorrência do El Niño, criaram as condições ideais para a volta da dengue ao Estado. Veja nos mapas (NOAA) os totais de chuva (em milímetros) e as anomalias (em percentual) de chuva aqui no Estado entre 25 de agosto de 2009 e 20 de fevereiro de 2010.

O risco de dengue neste verão já era antecipado em maio do ano passado pela MetSul Meteorologia. Na coluna de 28 de maio de 2009 no Correio do Povo (abaixo), reproduzida aqui no blog no mesmo dia, mencionava-se que na última vez que houve El Niño do Estado em 2007 a doença havia se manifestado.

Alerta semelhante foi feito à Prefeitura de Porto Alegre em reunião estratégica do Sistema Metroclima em 10 de junho passado, quando se alertou também para o alto risco de chuva excesiva na Capital no segundo semestre de 2009 e verão de 2010.

Autor: Eugenio Hackbart
Publicado em 21/02/2010 21:33
(66)
 

Desastre na Ilha da Madeira e dilúvios em Buenos Aires – Extremos do clima unidos por um oceano

A Ilha da Madeira, em Portugal, experimentou um desastre neste sábado. Já Buenos Aires, capital da Argentina, está perto de atingir a marca de fevereiro mais chuvoso em toda a sua centenária história de dados. Parece difícil acreditar, uma vez que locais tão distantes um do outro, mas o que contribuiu para o dilúvio na Madeira pode ser o fator decisivo também para as precipitações torrenciais no Uruguai e na capital portenha: a temperatura do Atlântico muito acima da média. A comparação é por demais grosseira e rudimentar, mas, por didática, é como se houvesse um El Niño (fenômeno que somente ocorre no Pacífico Equatorial) de forte intensidade no Atlântico.

  

Uma calamidade se abateu neste sábado no arquipélago português da Madeira. A chuva chegou a 180 milímetros em poucas horas, segundo medições preliminares. A orografia da região, de relevo, contribui para que a água descesse com enorme violência das partes altas para as áreas mais baixas, gerando verdadeiros rios de água e lama que arrastavam e destruíam tudo que havia pela frente.

  

A infra-estrutura do arquipélado foi seriamente afetada. Além da chuva, o vento foi intenso com rajadas de até 100 km/h. O que mais impressionou, contudo, foi a violência da água em áreas urbanas. O vídeo amador a seguir ilustra a incrível força da correnteza.

Áreas de convecção ganharam muita força sobre o arquipélago durante o avanço de uma massa de ar frio que ativou um sistema frontal na região. A maior disponibilidade de umidade na atmosfera, associada ao Atlântico muito quente, pode ter sido decisiva para que as precipitações fossem muito mais intensas que o normalmente observado.

  

Aqui no Sul da América do Sul, Buenos Aires está muito perto de estabelecer um novo recorde de chuva para o mês de fevereiro, superando os 403,3 milímetros de 2003. Com os 370,2 milímetros registrados nos primeiros 19 dias do mês, este já é o segundo fevereiro mais chuvoso da série histórica da capital argentina, superando os 275,9 milímetros de 1977, os 272,8 de 1990, os 249,1 de 1946 e os 239,9 milímetros de 1971. Neste mês, choveu na cidade 15 milímetros no dia 3, 83 no dia 4, 1 no dia 5, 85 no dia 6, 14 no dia 8, 6 no dia 13, 92 no dia 15 e 75,6 milímetros agora no dia 19. O recorde pode ser quebrado, considerando que há risco de chuva forte em Buenos Aires, sobretudo na segunda-feira.

 

O aumento dramático da chuva na capital argentina e no Uruguai agora neste mês é resultado, claro, do El Niño, tanto que 2003 foi ano com Niño muito similar ao atual, mas o aquecimento do Atlântico é crucial. A chuvarada no Prata ganhou muita força, trazendo eventos extremos de precipitação para Buenos Aires e o território uruguaio, exatamente quando as águas do Atlântico Sul, que estão bastante quentes na costa brasileira, passaram a aquecer muito também no litoral uruguaio e na foz do Prata nas últimas semanas.

  

Este aquecimento do mar mais ao Sul pode ter impacto importante no clima gaúcho nas próximas semanas e meses, agravando o risco de eventos de ventania e chuva excessiva no Sul e no Leste do Estado. Isso porque o Prata e a costa do Uruguai integram uma região ciclogenética, onde se formam ciclones. Com a água mais quente, o ambiente não apenas fica mais favorável à formação de ciclones, mas também que estes sejam mais intensos. No caso do litoral uruguaio é um cenário de alto risco, já que pela proximidade dos ciclones extratropicais esta região acaba mais sujeita aos seus efeitos.

Autor: Eugenio Hackbart
Publicado em 21/02/2010 01:41
(81)
 

Cenário grave sugere risco de importante enchente no Uruguai

Frente fria traz chuva muito intensa neste fim de semana e na primeira metade da semana para o Uruguai. Não é exagero cogitar volumes de 200 a 400 milímetros no país, quiçá até superiores em alguns pontos do território uruguaio, o que deve agravar em muito as enchentes que já flagelam os uruguaios. A MetSul Meteorologia adverte que o risco de uma grande e grave enchente ou inundação no Uruguai não pode ser descartado. Praticamente todos os departamentos (nomes dados aos estados no Uruguai) podem ser duramente castigados, mas destacamos como áreas de alto risco Artigas, Salto, Rivera, Paysandu, Cerro Largo, Durazno e Rio Negro. Veja o que três diferentes modelos globais projetam em termos de chuva acumulada para os próximos cinco a sete dias e notem como em todos eles os acumulados mais significativos e, diga-se, excessivos, concentram-se sobre o Uruguai.

O Centro da Argentina também deve ter chuva torrencial e novos intensos temporais neste período, inclusive Buenos Aires que nesta sexta-feira submergiu à tarde com enxurrada que trouxe caos com 80 milímetros em duas horas. Algumas ruas seguiam alagadas agora à noite.

  

A tendência é de muita água ainda em parte aqui do Rio Grande do Sul até quarta-feira, particularmente na Metade Sul e fronteira com o Uruguai, além do Sudoeste gaúcho (área de Uruguaiana), o que gera grande preocupação com a produção de arroz regional. Outros pontos do Estado, porém, devem ter chuva forte localizada com risco de temporais devido à combinação de calor e umidade. Neste fim de semana e no início da semana, a instabilidade deve atuar principalmente nas áreas mais ao Sul do Estado e próximas da fronteira com o Uruguai, uma vez que a frente no país vizinho, aparentemente, não conseguirá avançar muito. Na quarta, sim, a frente fria deve cruzar pelo Estado com risco de chuvarada e tempestades, impulsionada pelo que pode ser uma forte massa de ar polar para fevereiro no Conesul na segunda metade da próxima semana.

Autor: Luiz Fernando Nachtigall
Publicado em 20/02/2010 00:30
(28)
 

Caos em Buenos Aires

Um temporal que teve início por volta das quatro da tarde despejou até o momento 80 milímetros de chuva em Buenos Aires. As cenas que acompanhamos na MetSul Meteorologia são de caos na capital argentina com auto-pistas inundadas, um metro de água em ruas centrais da capital argentina e até botes sendo utilizados para resgatar pessoas no bairro de Palermo, na conhecida Avenida Santa Fé, em Buenos Aires.

  

Com a chuva desta tarde, a cidade de Buenos Aires está muito próxima de atingir o recorde mensal como o fevereiro mais chuvoso de toda a centenária série histórica de dados da cidade. Pelo menos duas pessoas estão desaparecidas. A MetSul Meteorologia está alertando para um quadro muito grave no Uruguai neste fim de semana e na primeira metade da próxima semana com acumulados potenciais de 200 a 400 milímetros de chuva em algumas áreas do país em menos de uma semana, o que pode gerar uma grande enchente. A capital argentina seguirá sujeita a temporais e a MetSul estende o alerta para a fronteira'do Rio Grande do Sul com o Uruguai e para a região de Uruguaiana, onde os acumulados de precipitação podem ser por demais elevados nos próximos cinco dias. Aguarde mais informações.

Autor: Alexandre Amaral de Aguiar
Publicado em 19/02/2010 19:54
(13)
 

Chuva e frio no final de fevereiro ?

O modelo de análogos do NOAA com base no GFS sugere para o Hemisfério Norte no dia 26 de fevereiro, sexta-feira da próxima semana, as seguintes datas de referência que tiveram condições semelhantes no passado: 9 de fevereiro de 1958, 9 de fevereiro de 1978, 21 de fevereiro de 1966, 13 de março de 1983, 10 de fevereiro de 1969, 13 de fevereiro de 1987, 11 de março de 1995, 28 de fevereiro de 1999, 17 de fevereiro de 1958 e 5 de março de 1962.

Interpolando, por reanálise, todas estas datas se obtém o seguinte mapa de anomalias de temperatura em 850 hPa com base nos dez dias mencionados. Verifica-se para o Oeste dos Estados Unidos um padrão de temperatura acima da média e de frio mais intenso que a média para o Sudeste e o Leste dos Estados Unidos.

  

Observe agora o que o GFS ensemble, não reanálise e sim projeção de modelo, indica em termos de anomalia de temperatura para a tarde e noite do dia 26 de fevereiro nos Estados Unidos. O padrão é por demais semelhante com anomalias positivas no Oeste americano e frio mais intenso no Sul e no Leste do país.

  

Com base nas mesmas datas do passado indicadas como análogos para o Hemisfério Norte, gerei, por reanálise, um mapa com anomalias de temperatura para a América do Sul. Observe que na média das dez datas do passado a temperatura esteve abaixo da média no Sul do Brasil.

 

Veja agora o que o modelo GFS ensemble projeta de anomalia de temperatura em 850 hPa para o próximo dia 26 de fevereiro: temperatura abaixo da média no Sul do Brasil.

  

O que os modelos têm indicado ? Muita chuva neste fim de semana no Uruguai e áreas próximas, o que é um risco para a nossa região de fronteira. No país vizinho, que já tem inundações, é a perspectiva de mais problemas. Aqui no Estado muito calor sábado, quando pode fazer entre 37ºC e 39ºC na Grande Porto Alegre. No domingo, o avanço da frente fria do Sul mais desorganizada. Ocorre que ente terça e quarta da semana que vem uma segunda frente fria ingressaria no Rio Grande do Sul, avançando na dianteira de um pulso de ar frio que, segundo os modelos, poderia ser importante. O GFS projeta temperatura em 850 hPa muito abaixo da média (6ºC a 9ºC em T850) desta época na segunda metade da próxima semana. O Europeu (abaixo na projeção para a manhã de 25/2) vai no mesmo caminho.

  

A influência de dois sistemas frontais em questão de cinco dias, e ainda por cima um com potencial de ser impulsionado por uma forte massa de ar frio de verão, pode resultar em elevados volumes de chuva aqui no Estado e no Uruguai. Algumas localidades podem ter acumulados de 100 a 200 milímetros em menos de uma semana com possíveis acumulados superiores em pontos localizados, quiçá na casa dos 300 milímetros, em especial dentro do Uruguai.

Autor: Eugenio Hackbart
Publicado em 18/02/2010 22:50
(32)
 

Tornados em Santa Catarina

Pelo menos dois tornados podem ter sido registrados em Santa Catarina nos últimos dias, segundo avaliação da MetSul Meteorologia. Os registros visuais dos danos e até do próprio fenômeno dos dois episódios são ricos. Iniciemos com o caso mais difícil, o do bairro João Paulo, em Florianópolis, que foi registrado em vídeo, para o qual tenho duas hipóteses.

No início do vídeo, a aparência é tão-somente de uma nuvem escudo, mas notem que há, aparentemente, rotação. O mais interessante ocorre a partir de 46 segundos do vídeo, quando se observa a água sendo remexida e levantada. Mas aí dirão que não se trata de tornado porque a coluna rotatória da nuvem não vai até o solo. Este é um equívoco mais do que freqüente cometido na análise de tornados. Observe o que diz o manual sobre tornados do National Severe Storms Laboratory (NSSL) do NOAA a respeito:

"Cuidado, alguns tornados aparecem como um funil visível que se estende apenas parcialmente em direção ao solo. Atente para sinais de destroços debaixo do finil visível". Viram a particularidade ? Não é preciso que a coluna visível vá inteiramente até o solo para que seja configurado um tornado, mas é necessário que a coluna giratória de vento sim, o que se evidencia pelos destroços no ar junto à superfície. No caso da capital catarinense, a evidência em superfície é o movimento localizado na água. O problema é que não se tem na base da nuvem uma coluna muito bem definida, como é comum em trombas, o que sugere uma segundo hipótese: gustnado. Aí é tormenta de classificação. Os caçadores de tempestades e o Storm Predicition Center (SPC) do NOAA não consideram gustnados como tornados, contrariando a posição tanto da Sociedade de Meteorologia dos Estados Unidos como de alguns escritórios regionais do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (NWS), também vinculado ao NOAA.

Em se tratando de tromba, outro equívoco cometido com rara freqüência aqui no Brasil e jamais nos Estados Unidos é dizer que tromba d’água e não tornado. Ora, tromba d’água (waterspout em Inglês) nada mais é que o nome dado ao tornado que ocorre sobre água (mar, rio, lagoa, açude). É um tornado como qualquer outro. Apenas a superfície sobre o qual ele transita é diferente. Tanto que ao avançar da água para terra firme, deixa de ser chamado de tromba d’água para simplesmente tornado. Mas já era tornado sobre a água. Alguma dúvida. Leiam o que diz o glossário de Meteorologia da Sociedade de Meteorologia dos Estados Unidos a respeito do conceito de tromba d’água.

  

O segundo evento tornádico, sobre o qual não paira dúvida, afinal as características não são a de um microburst, ocorreu no Sul de Santa Catarina, mas não há registro visual do fenômeno. O amplo material fotográfico dos danos, contudo, não deixa dúvida que se tratou de um tornado.

  

O episódio teve lugar no limite de Morro Grande com Timbé do Sul na noite de quinta-feira passada, aniquilando boa parte de um arrozal e decepando dezenas de eucaliptos. As localidades atingidas foram Morro Azul, em Timbé, e São Bento, em Morro Grande. Além da chuva intensa e das rajadas, houve queda de granizo, fenômeno que costuma acompanhar não raramente tornados. As árvores completamente decepadas numa faixa delimitada e o arrozal "acamado" são evidências claras da passagem de um tornado pela área. Sua intensidade, provavelmente, foi de um F1, considerado a solidez da vegetação afetada. Já o episódio de Florianópolis provavelmente esteve no limite superior de um F0. (Fotos de Kiko Della Giustina/Portal Engeplus)

Autor: Luiz Fernando Nachtigall
Publicado em 18/02/2010 02:16
(19)
 

Mistério no céu de Montevidéu - A resposta para a pergunta mais difícil é muitas vezes a mais simples

A região metropolitana de Montevidéu, no Uruguai, presenciou, na segunda-feira, um fenômeno raro. De acordo com o jornal El País, às 6h40min foi ouvido um barulho semelhante a uma explosão. Os meteorologistas locais explicaram que o ruído se deveu ao chamado "Cielomoto", também chamado de Skyquake, ou terremoto no céu. O som é gerado por um movimento de gases, e ainda não tem explicação científica concreta. O fenômeno foi registrado nos Estados Unidos, na Flórida e na Pensilvânia, e na Austrália. Os meteorologistas acreditam que o terremoto no céu é provocado por uma compressão de gases na atmosfera, que se relaciona com as condições climáticas dos últimos dias, provocando o encontro de massas de ar quente e frio, e produzindo uma espécie de explosão. Segundo o portal Montevideo COMM, esse fenômeno provoca, muitas vezes, tremores nos locais e luzes que são avistadas no céu durante o incidente. As informações ainda são contraditórias. Para outras autoridades, o estrondo foi causado por um avião que rompeu a barreira do som, embora, de acordo com o site, nenhuma aeronave tenha pedido permissão para entrar no espaço aéreo uruguaio. A única certeza é que o barulho acordou várias pessoas na madrugada, assustando moradores da região. A MetSul Meteorologia, contudo, propôs uma outra teoria em entrevista à imprensa uruguaia nesta quarta-feira (link). Um bólido, um meteorito, pode produzir efeito semelhante e constitui-se em teoria muito mais lógica e factível para o testemunhado em Montevidéu. Não se pode, contudo, dizer com certeza o que houve. Tudo não passa de teorias. A da MetSul é apenas mais uma. A tese dos meteorologistas uruguaios não pode ser afastada, mas não pode ser considerada como fato definitivo e certo. O que surpreende é que a hipótese astronômica não tenha sido cogitada antes no país vizinho.

Autor: Alexandre Amaral de Aguiar
Publicado em 18/02/2010 01:58
(2)
 

Do azul para o cinza

Sábado de céu azul nas praias. Domingo de muitas nuvens e chuva. A mudança ocorrida hoje foi resultado de frente fria que chegou ao Sul e ao Sudoeste do Estado com chuva localmente forte, que acumulou até 40 milímetros em Uruguaiana e 50 milímetros em São Gabriel, e de áreas de instabilidade, formadas pela massa de ar quente e úmido que persiste mais atuante na Metade Norte.

Nesta segunda-feira, a frente se intensifica e traz chuva ainda mais forte para o Centro e o Sul do Estado, avançando para o Norte durante o dia, onde também causar precipitações em elevados volumes em alguns pontos. Na terça, o sistema estará ativo na Metade Norte e em Santa Catarina com precipitações até torrenciais, mas no Sul e no e no Oeste o tempo deve melhorar. Veja as projeções de chuva do modelo americano para amanhã e terça no período da manhã.

Alerta-se para o risco de chover forte em Porto Alegre principalmente entre segunda e terça com volumes muito maiores que os registrados até agora na Capital e que foram baixos. Adverte-se ainda para a alta probabilidade do Litoral Norte ter chuva forte a intensa em alguns pontos, sobretudo no final da segunda e durante a terça, com alto risco de alagamentos, apesar da chuva deste domingo já ter provocado alagamentos em alguns pontos. (Fotos de Camila Domingues/Correio do Povo)

Autor: Luiz Fernando Nachtigall
Publicado em 14/02/2010 15:58
(154)