02.09.2010 04:54
07.08.2010 03:30
01.08.2010 07:43
05.07.2010 22:11
03.06.2010 16:49
01.05.2010 13:42
01.04.2010 16:02
15.03.2010 01:47
01.03.2010 15:55
01.02.2010 16:14
| 1 | 2 | 3 | ...
 
 
Click to get your own widget
 


Carregando Perfil
Aguarde por favor...


 
Sexta-feira 29/01/2010 23:52 Criado em: 01/01/2010 - 19:25

Intensa e longa onda de calor castigará os gaúchos

São Paulo teve mais um dia de muita chuva, agravando ainda mais os problemas das enchentes e elevado o trágico saldo deste verão no estado de 69 mortes provocadas pelo mau tempo. Durante os próximos dias, a instabilidade diminui, porém, não cessa em São Paulo. As pancadas devem se tornara menos frequentes e mais localizadas, mas ainda fortes em alguns setores. No Sul do Brasil, a história de toda a semana se repetiu nesta sexta-feira com sol, nuvens, pancadas de chuva e calor. A alternância constante de sol e chuva trouxe até arco-íris para Porto Alegre no fim da tarde.

Foi, contudo, em Curitiba, no Paraná, que um arco-íris duplo deu espetáculo, e que espetáculo, após um dia também marcado pela variação de nuvens com sol e pancadas de chuva.

  

Neste fim de semana, as pancadas de chuva devem ser menos freqüentes e generalizadas no Rio Grande do Sul, mas, em compensação, prepare-se para o calor. Uma intensa onda de calor deve castigar o Estado nos próximos sete dias, alerta a MetSul Meteorologia. A temperatura começa a se elevar muito neste fim de semana, após já ter atingido 34ºC em Uruguaiana nesta sexta, e deve sofrer uma escalada maior no decorrer da próxima semana, quando os termômetros podem indicar máximas entre 38ºC e 40ºC nas cidades mais quentes do território gaúcho. O calor muito intenso deve durar toda a próxima semana com as maiores máximas esperadas, principalmente, entre os dias 3 e 6 de fevereiro, quando a temperatura estará perto de 40ºC, inclusive na Grande Porto Alegre. Será o período mais quente do verão gaúcho.

  

Na avaliação da MetSul, a onda de calor promete testar a capacidade de oferta de energia no Rio Grande do Sul devido a sua intensidade. Haverá luz suficiente em dias escaldantes como se avizinham com a economia aquecida ? O consumo de luz no Estado já bateu dois recordes neste mês de janeiro em dias de calor dentro da normalidade em que os termômetros marcavam não mais que 33ºC. Além das tardes escaldantes, os gaúchos devem experimentar noites também muito quentes, sobretudo na segunda metade da próxima semana, quando as mínimas podem não baixar de 26ºC ou 27ºC na madrugada em alguns bairros de Porto Alegre com registros de 27ºC a 29ºC à meia-noite.

 

O sol deve predominar neste fim de semana e no decorrer da próxima semana no Rio Grande do Sul, garantindo dias excelentes nas praias, entretanto o calor excessivo trará o risco de chuva forte e temporais típicos de verão, em pontos isolados, sobretudo da tarde para a noite. Quanto mais quente a atmosfera, maior é o potencial para formação de nuvens de tempestades. Ademais, em dias de calor muito intenso, o risco de fortes temporais isolados é ainda maior, não raro se produzindo vendavais importantes ou queda de granizo até grande.

  

Na Argentina, uma onda de calor castiga o país há oito dias. O consumo de água e luz bateu recordes nos últimos dias com cortes no abastecimento em algumas localidades, deixando milhares de pessoas sem luz em Buenos Aires e províncias do interior do país. A demanda por energia na Argentina atingiu 19.562 MW nesta sexta-feira, o maior até hoje apurado em um dia útil.

  

O governo da cidade de Buenos Aires decidiu suspender as atividades físicas para crianças em escolas e parques devido à onda de calor e advertiu que o sistema de semáforos da capital argentina poderia passar por problemas devido aos cortes de luz. O Ministério da Saúde argentino divulgou comunicado com recomendações à população para fazer frente às altas temperaturas. Em Mendoza, onde a temperatura chegou a mais de 40ºC, a onda de calor é a mais longa desde 2003. Até os horários do campeonato nacional de basquete foram alterados.

A imagem de satélite em alta resolução da tarde de hoje da Província de Buenos Aires mostrava um quadro bastante interessante. Eram observados verdadeiros "trilhos" de nuvens que acompanhavam justamente a advecção de ar quente de Norte para a região.

  

Um sistema frontal fraco desloca-se para o Norte, mas ao ser alimentado pela advecção de ar muito quente de Norte deve se intensificar sobre as próximas 48 a 72 horas na altura do Rio da Prata, gerando chuva forte a intensa localizada e tempestades que podem ser severas com granizo, vendavais e risco até de tornado. No fim da tarde desta sexta, impressionantes áreas de instabilidade podiam ser vistas no Sul da Província de Buenos Aires.

(Imagens do arco-íris em Curitiba retitadas do Twitter: @fadamariposa, @thaysfurquim, @wavel, @rafaelurban; foto do arco-íris em Porto Alegre de @pat_anzanello; foto do Litoral Norte de Fabiano do Amaral/Correio do Povo; e imagens da Argentina dos jornais La Nación e Clarín de Buenos Aires – Produção do post de Alexandre Aguiar)

Autor: Eugenio Hackbart
Publicado em 29/01/2010 23:52
(211)
 

Mais chuva para quem não precisa de chuva

A instabilidade explodiu agora à noite ao longo da ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul), particularmente sobre o Sul de Goiás, o estado de São Paulo e em alto mar nos litorais do Paraná e Santa Catarina. Imagens de radar mostram chuva forte neste momento em vários pontos do território paulista. A parte mais ativa da instabilidade recém começa a chegar na cidade de São Paulo, onde não se pode descartar chuva forte a ocasionalmente intensa em alguns pontos nas próximas horas.

É muito interessante ver no canal de vapor d'água de agora à noite que a intensificação da instabilidade na Região Sdudeste se produz no momento em que a circulação de ar seco sobre o interior do continente, associada ao sistema de baixa pressão na altura do Rio Grande do Sul, chega ao Sudeste do Brasil.

  

O padrão de instabilidade com risco de chuva forte localizada prossegue nesta sexta-feira nas regiões Sul e Sudeste ante a manutenção da massa de ar quente e úmido. No Rio Grande do Sul, os próximos dias prometem sol e nuvens com uma escalada da temperatura, mas sempre com chance de chuva isolada de verão, ocasionalmente forte, em especial da tarde para a noite.

Autor: Eugenio Hackbart
Publicado em 28/01/2010 23:46
(48)
 

Criciúma vive drama com forte temporal e MetSul Meteorologia alerta para mais instabilidade no Sul e Sudeste do Brasil

Tromba d’água (tornado sobre a água) foi registrada hoje em Maquiné, no Litoral Norte gaúcho. Trata-se de um fenômeno que pode ocorrer com ar quente e úmido, sobretudo sob influência de uma área de baixa pressão, como é o caso de agora. Há vários precedentes de trombas d’água ou nuvens funis no Litoral Norte e na Lagoa dos Patos durante a atuação de sistemas de baixa pressão.

A imagem de satélite do fim da tarde mostrava muitas áreas de instabilidade no Sul e Sudeste do Brasil, geradas pela combinação de umidade e aquecimento diurno. Em Porto Alegre, por conta das sucessivas pancadas isoladas, a chuva até o fim da tarde de hoje tinha uma enorme variabilidade em volumes, variando de 2 milímetros no Moinhos de Vento a 22 no Jardim Botânico. A instabilidade aqui no Estado foi maior no Leste, como se esperava, porque existe um sistema da baixa pressão atuando na costa, na altura da Lagoa dos Patos.

  

As duas áreas assinaladas na foto de satélite, uma no Sudeste do Rio Grande do Sul, e outra maior que cobre Santa Catarina, Paraná e São Paulo são as regiões que a MetSul acredita existe o maior potencial para chuva forte a intensa localizada nesta quinta com risco de transtornos, apesar de ser provável que ocorram pancadas fortes localizadas em outros pontos não indicados na duas áreas de risco. A instabilidade maior, que se concentrou nesta quarta entre Porto Alegre e Camaquã, com pancadas freqüentes, e que chegaram a acumular 50 milímetros na região de Camaquã, se desloca nesta quinta para o Sul, acompanhando a migração da área de baixa, aumentando a chuva possivelmente nas áreas de Bagé, Chuí, Pelotas e Rio Grande.

Nada, contudo, superou em intensidade o que ocorreu em Criciúma. A cidade foi castigada à tarde por um temporal que despejou 90 milímetros de chuva em poucos minutos, segundo medição da comunidade feita na área central da cidade. Criciúma literalmente mergulhou no caos. Pelo menos 15 bairros foram atingidos, inclusive os que ficam em regiões mais altas, mas a área mais afetada foi mesmo o Centro. (clique para ampliar as duas fotos abaixo).

  

O telhado e paredes de uma empresa no bairro Argentina desabou devido ao forte vento. Duas pessoas sofreram fraturas e foram socorridas. Além de destelhar centenas de residências em várias comunidades da região de Criciúma, a ventania provocou a queda de muitas árvores. Em Forquilhinha, o vento assustou os moradores.

 

A MetSul Meteorologia alerta que os volumes de chuva podem ser muito altos nas próximas 48 horas no Leste e Nordeste catarinense, além do Paraná. Não se pode descartar que volte a chover forte no Sul de Santa Catarina. Veja a projeção de chuva acuamulada (em milímetros) do modelo norte-americano GFS entre 27 e 29/01:

Preocupa muito ainda a situação de São Paulo, já que as barragens estão no seu nível máximo na Grande São Paulo e deve chover em excesso com elevados volumes, pelo menos, até o próximo domingo em vários pontos do estado paulista. (Foto aérea de Wilson Cardoso/Brigada Militar em Maquiné e do portal Engeplus.com.br em Criciúma com agradecimento para o jornalista Nei Manique)

Autor: Luiz Fernando Nachtigall
Publicado em 27/01/2010 23:22
(49)
 

Persiste o risco de chuva forte isolada no Leste

Ainda fazia sol em algumas partes de Canoas quando, por volta das três da tarde de ontem, forte e repentina chuva caiu na cidade em pontos isolados. Em poucos minutos, a BR-116 ficou alagada. Com a Avenida Getúlio Vargas coberta com pelo menos meio metro de água, o trânsito no sentido Capital-Interior ficou restrito a uma única pista da rodovia. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o congestionamento somou mais de 10 quilômetros.

A estação meteorológica mais próxima da MetSul, na Avenida Sertório, zona Norte de Porto Alegre, não acusou um milímetro sequer de chuva acumulada, apesar do Aeroporto Salgado Filho ter reportado chuva fraca. Isso apenas evidencia como a chuva intensa que atingiu parte da cidade de Canoas foi extremamente localizada,  verdadeira "chuva de bairros", o que pode ser repetir hoje no Leste gaúcho, mantendo a MetSul o alerta quanto ao risco de fortes a intensas precipitações passageiras de curta duração muito localizadas, sobretudo para as áreas de entorno da Lagoa dos Patos. No interior, onde o sol brilha forte hoje, áreas de instabilidade geradas pelo forte calor e a umidade devem trazer pancadas de chuva também localizadas que podem ser forte e até acompanhadas de temporal em pontos isolados.

Observe a tendência nos mapas acima, em sequência, com as projeções de chuva do modelo europeu para a primeira metade de hoje, da tarde para a noite desta quarta, para a primeira metade da quinta e da tarde para a noite de quinta, que a chuva deve seguir no Leste gaúcho e aumentar bastante em Santa Catarina. (Fotos de Luciano Bergamaschi/Diário de Canoas/GES)

Autor: Luiz Fernando Nachtigall
Publicado em 27/01/2010 06:21
(56)
 

Muita instabilidade no Sul e Sudeste do Brasil

A imagem de satélite do fim da tarde de hoje (abaixo) mostrava áreas de instabilidade sobre o Sudoeste e o Norte do Rio Grande do Sul, mas que eram mais intensas e generalizadas em Santa Catarina, São Paulo e no Rio de Janeiro. A capital paulista e região voltaram a sofrer ontem com inundações enquanto a cidade do Rio de Janeiro teve forte temporal. O ar quente e a enorme disponibilidade de umidade, trazida pelas correntes de vento da Amazônia e pelo anômalo aquecimento do Atlântico, vão seguir favorecendo chuva intensa e temporais no Sul e Sudeste no restante da semana. São os temporais típicos de verão que formam áreas de instabilidade isoladas, algumas intensas, que geram chuva forte e mesmo vento forte ou granizo em alguns pontos bastante localizados.

  

Algumas análises internacionais (abaixo) até sugeriam nesta segunda-feira que a Zona Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que tradicionalmente atua no Sudeste, poderia avançar até o Norte gaúcho, algo incomum e que gerou grande debate interno na MetSul, favorecendo chuva de verão aqui no Estado e forte no Leste catarinense na segunda metade da semana.

Um outro dado que nos chamou especial atenção por ser crível é a projeção do modelo europeu de que a área de baixa pressão medíocre em intensidade, mencionada no post anterior, poderia gerar um fluxo de umidade do mar para o continente no Leste do Rio Grande do Sul nesta terça, trazendo chuva (imagem abaixo da projeção de chuva do Europeu para a primeira metade da terça), solução que não é acompanhada pela maioria dos demais modelos.

  

Na quarta, de acordo com o Europeu, o fluxo de umidade se manteria, afetando principalmente a região de Pelotas e Rio Grande (imagem acima). Já na quinta, pelo mesmo modelo, seguiria a instabilidade no Sudeste gaúcho com forte intensificação da chuva junto ao Leste catarinense.

Autor: Eugenio Hackbart
Publicado em 25/01/2010 22:15
(51)
 

Semana de atenção no Leste do Sul do Brasil

Os dados deste domingo, felizmente, oferecem um cenário mais benigno para a semana no Leste do Sul do Brasil, particularmente para as costas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, entretanto o quadro ainda justifica preocupação. Isso porque a maioria das simulações insiste na possibilidade de chuva em volumes elevados no decorrer da semana no Leste da região. O modelo americano GFS chega a sugerir acumulados nos próximos sete dias superiores a 150 milímetros.

  

Por que o cenário é mais benigno do que ontem ? Porque houve uma redução sensível nos volumes de chuva projetados pelos modelos nas últimas 24 horas. Vejam o caso de Florianópolis. Na última saída do sábado, o modelo chegava a projetar cerca de 250 milímetros para a capital catarinense nesta semana, sabendo-se que em alguns pontos os acumulados ficam abaixo ou até acima do indicado pelo modelo. Nas três saídas de hoje do mesmo modelo (0Z, 6Z e 12Z), os volumes projetados foram reduzidos sensivelmente, se situando entre 112 (06Z) e 180 (0Z) milímetros.

Por que o quadro é ainda digno de preocupação ? Não existe apenas um motivo. De início, os impactos dos sistemas de baixa pressão não raro são mal antecipados pelas simulações computadorizadas. Segundo, os volumes de chuva, apesar de menores do que nos indicativos de ontem, seguem altos. Terceiro, o Litoral Norte do Rio Grande do Sul e a costa catarinense são áreas de relevo e em caso de chuva por efeito de orografia os volumes podem ficar muito acima das projeções dos modelos que são meramente estimativas. Quarto, sempre há o risco de uma intensificação do sistema de baixa não projetado hoje pelos modelos.

 

A área de baixa pressão em si (ver projeção acima do modelo MBAR do Inmet do campo de vento para esta semana) é medíocre. Nenhum modelo indica um sistema com maior profundidade, apontando todos eles para valores ao redor de 1010 hPa. O que chama a atenção, como destacado ontem, são a trajetória (Norte-Sul/Sudoeste) e o seu deslocamento por demais lento, padrão último observado nos ciclones subtropicais que se formaram na nossa costa nos últimos anos, apesar de não haver o indicativo pelos modelos de suporte em altura para a caracterização de um ciclone. Por mais medíocre que seja a área de baixa pressão, este sistema vai gerar um fluxo de umidade para o continente que pode ser potencializado por efeito de orografia, mas que acabará alimentando as instabilidades sobre a área continental, onde haverá ar quente, agravando o risco de chuva forte a intensa e até de temporais em pontos isolados, sobretudo da tarde para a noite, quando a convecção é maior.

Autor: Eugenio Hackbart
Publicado em 24/01/2010 17:24
(31)
 

Potencial cenário grave na costa do Sul do Brasil

A MetSul Meteorologia alerta para um cenário potencialmente grave na costa do Sul do Brasil nos próximos dias, especialmente no eixo da BR-101. Um sistema de baixa pressão trará o risco de chuva forte a intensa, persistente em alguns locais, com elevados volumes a muito excessivos. Chuva muito intensa já atingiu no final da sexta-feira e neste sábado parte da costa do Paraná e do Litoral Norte de Santa Catarina, gerando transtornos. A estação do Instituto Simepar em Guaratuba, no Paraná, indicou que a chuva acumulada até o começo da noite de hoje era de 132 milímetros. Já em Itapoá, Santa Catarina, até o mesmo horário, a precipitação somava 208 milímetros desde que começou a chover na sexta-feira.

Um centro de baixa pressão atua na costa paranaense e deve manter a instabilidade no Leste do Sul do Brasil. A curtíssimo prazo, a circulação de umidade mantem o Sul de São Paulo e a capital paulista sob risco de chuva forte. O que preocupa a médio prazo é a projeção de vários modelos quanto ao futuro deste sistema. A maioria das projeções indica que a área de baixa pressão migraria entre este domingo e a segunda-feira para a costa catarinense, trazendo o risco de chuva forte a intensa para a região, inclusive para a área da capital Florianópolis, nos próximos dias. Este sistema de baixa seguiria seu caminho para o Sul durante a semana, passando a atuar junto à costa gaúcha, levando chuva para o Litoral Norte que não se descarta possa ser forte.

  

A trajetória acima, projetada pela MetSul, com o indicativo da área que nos parece ser de maior risco, é uma solução de consenso entre as diversas simulações globais e regionais analisadas ao longo do dia que apresentam enormes discrepâncias quanto ao perfil, deslocamento e trajetória do sistema, indicando algumas a baixa muito próxima da costa com lento avanço e outras distante do continente com afastamento rápido. Logo, a projeção deve ser vista sob um cone de probabilidade de Oeste a Leste. Um ponto crucial que deve ser considerado é a temperatura da superfície do mar muito acima da média (mapa abaixo de 16 de janeiro) na costa do Sul e, especialmente, no Litoral do Sudeste do Brasil, agravando o potencial ciclogenético.

   

Chama a atenção no comportamento do centro de baixa pressão a sua trajetória de deslocamento para o Sul e o seu lento deslocamento, o que não é o padrão comumente observado em sistemas de baixa que costumam migrar de Oeste para Leste ou de Noroeste para Sudeste. O que mais gerou preocupação entre nós da MetSul durante o sábado foi a saída de um modelo global internacional, do começo do dia, reproduzida abaixo, que projetava a baixa primeiro se intensificando e depois avançando do mar para o continente, em direção ao litoral gaúcho, em comportamento completamente anômalo, mas que não se manteve nas três saídas posteriores.

  

Os diagramas de fase de ciclones estão fora de operação para o Hemisfério Sul, contudo não pode ser afastada a possibilidade deste sistema de baixa converter-se em híbrido, ou seja, subtropical (reúne características de tropical e extratropical). O histórico recente no Sul do Brasil, vide o caso de Pelotas em janeiro de 2009, revela que sistemas híbridos não chegam a provocar vento muito intenso, mas são capazes de gerar enormes volumes de chuva regionalizados. O cenário está longe de ser definitivo, e pode alterar muito para melhor ou pior, dependendo do posicionamento e da intensidade da baixa, mas o risco de chuva com acumulados locais de 200 a 400 milímetros, sobretudo por efeito orográfico, não está fora de cogitação diante do cenário apresentado pelos modelos. São volumes capazes de produzir cheias de rios, córregos, inundações em zonas rurais, alagamentos em áreas urbanas e deslizamentos de encostas de morros. O modelo americano, por exemplo, na sua última saída chega a indicar volumes de 200 a 300 milímetros nos próximos dias na costa catarinense, inclusive em Florianópolis. O Litoral Norte do Rio Grande do Sul também está compreendido na área de risco de chuva forte. O cenário exige constante monitoramento e será atualizado, conforme novos dados sejam processados.

Autor: Luiz Fernando Nachtigall
Publicado em 23/01/2010 23:44
(32)
 

Você compraria um terreno na Lua ?

É notícia do fim de semana: "Última década foi a mais quente da história e Hemisfério Sul registra maior temperatura média até hoje". A afirmação é do Instituto Goddard para Estudos Espaciais (GISS) da NASA.

Dá pra acreditar no Goddard? É possível confiar nas revelações do GISS tanto quanto em promessa de vendedor de terrenos na Lua. No Sul do Brasil, as únicas estações na base do GISS usadas no cálculo da temperatura regional são Porto Alegre, Florianópolis, Santa Vitória, Londrina e Curitiba. Só essas cidades permitem gerar uma média do Sul todo ? O GISS informa as anomalias de temperatura na Bolívia, mas não possui qualquer dado do país desde 1990. Como, então, calcula a temperatura de lá ? Valendo-se do que se chama extrapolação. Busca o dado mais perto em raio de até 1200 quilômetros. No caso boliviano, utiliza medições até da Amazônia. La Paz é Rondônia ? Mesmo que calcular a temperatura de Porto Alegre com dados de São Paulo. Piada !! A extrapolação é muito maior na África, onde a NASA não conta com registros em mais da metade do continente, e nos polos, onde há escassas estações. Observe todas as áreas em cinza no mapa de temperatura da NASA com resolução de 200 quilômetros. Elas representam ausência de dados. Veja, então, abaixo, como o fica o mesmo mapa com a resolução de 1.200 quilômetros. A Bolívia, de sem dados, passa a ser quente.

  

Pelo GISS, a península Antártica inteira ficou mais quente em 2009, mas a base brasileira na região, e que não é usada pela NASA, teve, segundo o Inpe, um dos seus anos mais frios desde a instalação em 1986. No "abrasador" 2009, pelo próprio GISS, a temperatura em Porto Alegre no ano foi inferior, desde 1950, a de 1958, 59, 61, 63, 67, 70, 71, 72, 73, 77, 81, 84, 85, 86, 91, 97, 2001, 2002, 2003, 2005, 2006 e 2007, inexistindo médias de 1954, 1994 e 1995.

Você compraria um terreno na Lua ? Dá pra acreditar em tudo que vira manchete ?

Autor: Eugenio Hackbart
Publicado em 23/01/2010 17:29
(24)
 

Águas de verão seguem castigando o Sudeste

Chuva muito intensa atingiu a capital paulista na madrugada de hoje. Conforme dados da Prefeitura de São Paulo, os maiores acumulados até 7 da manhã de hoje foram de 112 milímetros na Vila Mariana, 101 na Consolação, 98 na Lapa, 90 no Ipiranga e 80 em Pinheiros. A chuvarada novamente trouxe cenas de caos, trânsito parado, alagamentos e deslizamentos de terra com vítimas fatais que viraram regra nas últimas semanas.

  

O deslocamento de uma frente fria para a Região Sudeste e a atuação de um sistema de baixa pressão sobre o Atlântico na costa do Sul do Brasil devem manter a instabilidade na região no restante do dia de hoje e nos próximos dias, devendo voltar a chover forte a torrencialmente em alguns momentos. O modelo americano (acima) projeta elevados acumulados de chuva para o Sudeste do Brasil nos próximos sete dias, o que deve resultar em mais inundações, deslizamentos e queda de encostas. A instabilidade deve atingir ainda Minas Gerais e Rio de Janeiro. A advecção de umidade deste sistema de baixa sobre o mar sugere atenção ainda quanto ao risco de chuva forte nos litorais catarinense e paranaense. A despeito da grande maioria das simulações projetar ainda tempo ensolarado para Porto Alegre e o Litoral Norte gaúcho neste fim de semana, um modelo com saída nesta manhã passou a acusar instabilidade para estas regiões entre sábado e domingo, agregando dúvidas quanto à tendência para os próximos dias no Nordeste gaúcho. (Imagem: Reprodução/Rede Globo)

Autor: Luiz Fernando Nachtigall
Publicado em 21/01/2010 11:25
(66)
 

Clima de começo de outono no auge do verão gaúcho

O Rio Grande do Sul amanheceu com frio em pleno auge do verão. As mínimas hoje chegaram a 11ºC no Sul do Estado e nas partes mais altas da Serra. A temperatura baixa ocorre justamente nos últimos dez dias de janeiro que tendem a ser os mais quentes do ano, segundo as normais históricas, entretanto massa de ar frio e seco associada a um sistema de alta pressão chegou ao Estado derrubou as marcas nos termômetros. As estações automáticas do Instituto Nacional de Meteorologia indicaram mínima nesta quinta-feira de 11,5ºC em São José dos Ausentes; 11,7ºC em Vacaria; 12,2ºC em Lagoa Vermelha; 12,5ºC em Jaguarão; 12,8ºC em Erechim; 12,9ºC no Chuí; 13,0ºC em Canela; e 13,5ºC em Bagé. Em Porto Alegre, a MetSul Meteorologia registrou 17,0ºC em sua estação do bairro Lomba do Pinheiro.

  

Dias de temperatura baixa em pleno verão não são atípicos no Rio Grande do Sul. Assim como no inverno são registrados dias quentes, no verão ocorrem alguns períodos de temperatura baixa. No caso deste verão de 2010, levantamento da MetSul mostra que desde o início da estação Bagé já teve sete dias madrugadas de temperatura baixa para o período mais quente do ano. Os termômetros acusaram 15,4ºC em 31/12; 13,5ºC em 01/01; 10,9ºC em 07/01; 13,5ºC em 13/01; 14,2ºC em 14/01; 15,4ºC em 15/01; e 13,5ºC em 21/01. A temperatura mínima média em Bagé em janeiro (série 1961-1990) é de 18,4ºC. O prognóstico da MetSul é que as próximas madrugadas sigam amenas para esta época do ano. No sábado, os termômetros podem, inclusive, acusar mínimas de um dígito nas partes mais altas dos Campos de Cima da Serra com marcas entre 8ºC e 10ºC.

Autor: Luiz Fernando Nachtigall
Publicado em 21/01/2010 09:40
(14)