02.09.2010 04:54
07.08.2010 03:30
01.08.2010 07:43
05.07.2010 22:11
03.06.2010 16:49
01.05.2010 13:42
01.04.2010 16:02
15.03.2010 01:47
01.03.2010 15:55
01.02.2010 16:14
| 1 | 2 | 3 | ...
 
 
Click to get your own widget
 


Carregando Perfil
Aguarde por favor...


 
Sexta-feira 03/09/2010 13:28 Criado em: 02/09/2010 - 04:54

Sudestada, ciclone, chuvarada e frio no começo de setembro

No começo da semana se alertava que a semana seria problemática em termos de excesso de chuva, inclusive com risco de inundações, no Centro e Norte da Argentina, Uruguai e no Rio Grande do Sul. Na Argentina, a região de Buenos Aires enfrentou a maior Sudestada dos últimos 21 anos. Trata-se do fenômeno provocado por forte vento de Sudeste que eleva o nível do Rio da Prata, o que resulta em inundações em áreas costeiras.

  

As águas do Rio da Prata chegaram a alagar algumas ruas da capital argentina. A região do Hipódromo de Palermo foi tomadas pelas águas no auge da Sudestada que ocorreu na noite de quarta-feira.

  

No pico da Sudestada, cerca de 1600 pessoas foram desalojadas pelo avanço das águas com a rápida subida do Rio da Prata. Algumas tiveram que ser resgatadas de suas casas pelas autoridades.

  

A maioria das evacuações ocorreu em Quilmes e Tigre, na Grande Buenos Aires. Ruas das duas localidades foram tomadas pelas águas e em muitos locais somente se transitava de botes.

  

No pico da Sudestada, na noite de quarta para quinta, o nível do Rio da Prata atingiu 3,58 metros, quando o normal é entre 0,30 e 1,29. A maior altura já registrada foi de 4,44 metros em 15 de abril de 1940. Em 12 de novembro de 1989, o nível atingiu 4,06 metros.

  

A Sudestada tem forte relação com sistemas de alta pressão. No caso desta semana, como é tradicional neste tipo de fenômeno na região da capital argentina, o centro de alta encontrava-se a Sudeste da província de Buenos Aires sobre o Atlântico enquanto sobre o continente atuavam áreas de baixa pressão que favoreciam o gradiente de pressão e o vento forte que represava as águas do Rio da Prata.

  

No outro lado do rio, no Uruguai, pelo menos duas pessoas morreram afogadas devido a inundações provocadas por chuva intensa. Em Florida, a precipitação chegou a 170 milímetros em apenas 3 dias.

  

Um homem de 62 anos morreu na quinta-feira em Minas (Lavalleja) ao tentar cruzar de bicicleta um arroio que estava com forte correnteza em conseqüência da chuva torrencial que caía.

Foi a segunda vítima do mau tempo esta semana no Uruguai. Na quarta-feira, um jovem de 20 anos morreu na localidade de Casupá, em Florida, arrastado pelas águas. Em San Jose, sete pessoas ficaram desabrigadas. Havia chovido na localidade 140 milímetros em apenas 48 horas. Em Colonia, às margens do Rio da Prata, o mau tempo também fez estragos. Ali, na margem uruguaia, o nível do rio alcançou 3,10 metros. A intensa agitação das águas gerou impressionantes imagens junto à conhecida Rambla de Montevidéu com ondas enormes estourando a todo momento junto ao muro da praia na enseada entre o Centro e o Parque Rodo.

  

Em Montevidéu, o vento forte provocou ainda queda de árvores e muitos transtornos devido ao colapso do serviço de semáforos em vários pontos da capital uruguaia.

  

A região de Montevidéu e de Buenos Aires vai seguir com chuva forte e fortes a intensas rajadas de vento, que devem superar 100 km/h em mar aberto, nas próximas horas. Conseqüência da intensificação de um sistema de baixa pressão que deve dar origem brevemente a um ciclone extratropical. A frente fria associada ao ciclone vai cruzar pelo Rio Grande do Sul entre hoje (sexta) e este sábado com chuva que pode ser forte a localmente intensa no Estado, especialmente nas Metades Norte e Leste do Rio Grande do Sul. No Oeste gaúcho, especialmente na região entre Uruguaiana, Livramento e Santiago, a precipitação só do começo deste mês já supera os 100 milímetros. Em Porto Alegre, apenas na madrugada desta sexta-feira, vários bairros registraram entre 40 e 50 milímetros. A chuva intensa provocou um pequeno deslizamento de terra na Avenida Bento Gonçalves, no bairro Agronomia, zona Leste da cidade. Em Esteio, estrutura que era montada na Expointer cedeu com o solo úmido (fotos de Mateus Bruxel e Paulo Nunes/Correio do Povo).

O ciclone no mar vai impulsionar ar seco e frio para o Rio Grande do Sul, o que vai garantir a melhora do tempo neste fim de semana. Já esfriou em Uruguaiana e neste sábado a temperatura despenca em grande parte do Estado. Chuva e vento, que pode soprar com rajadas fortes no Sul e no Leste, vão aumentar a sensação de frio. O sol já aparece em parte do Estado neste sábado, mas predomina a partir do domingo e segue brilhando no começo da semana. Não será uma massa de ar frio de forte intensidade, mas as madrugadas devem ser de temperatura baixa no começo da semana, inclusive com chance de geada fraca na Serra e na Campanha. O avanço marítimo do ar frio deve permitir que volte a chover, finalmente, na capital paulista na próxima semana, contudo o tempo seco ainda deve predominar no Centro-Oeste. (com reproduções dos jornais La Nación, Clarin, El Pais, canais de televisão da Argentina e Uruguai, além de Met Uruguay).

Autor: Eugenio Hackbart
Publicado em 03/09/2010 13:28
(7)
 

Setembro começa com Atlântico ativo e a ameaça de Earl

Earl é neste momento um furacão muito intenso de categoria 4 na escala Saffir-Simpson com vento de 220 km/h e rajadas superiores. A tempestade começa a ingressar no Atlântico do Sudeste dos Estados Unidos e mantém sua forte intensidade e organização.

O NOAA está realizando voos periódicos de reconhecimento nesta tempestade que pode ser considerada perigosa. Em um dos sobrevoos da quarta-feira, uma sondagem encontrou rajadas de quase 300 km/h no centro de Earl (foto abaixo do olho de Earl tirada ontem por Jane Peterson a bordo de um avião caça-furacões e divulgada pela NASA).

  

A agência espacial dos Estados Unidos (NASA) divulgou ainda incríveis imagens feitas por astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) que mostram a enorme dimensão da tempestade agora sobre o Atlântico.

Um fator determinante para a trajetória de Earl é uma importante frente fria que está se deslocando agora pela área continental dos Estados Unidos. Se a frente for rápida no seu avanço, a tempestade pode ficar mais distante da costa. Se a frente diminuir seu ritmo de avanço, o que é mais provável, a tendência é que o ciclone tropical se dirija mais para Leste e cause mais problemas na costa.

A expectativa é que Earl percorra pelo mar toda a costa Leste dos Estados Unidos, trazendo muita chuva, vento intenso e erosão costeira com forte ondulação nas regiões costeiras. A região dos chamados Outer Banks, um conjunto de ilhas na costa do estado da Carolina do Norte, deve ser a mais afetada. Cape Hatteras tende a sofrer com a força de Earl. A costa da Virgínia promete ser também duramente castigada pela chuva e o vento associados ao furacão. As regiões de Nova York e Boston também devem ter as suas condições meteorológicas muito deterioradas por influência de Earl.

  

A trajetória de Earl e seus possíveis impactos traz à memória outros furacões intensos que afetaram esta mesma zona. Bob ficou perto de Cape Hatteras em 1991. Foi a última vez que um furacão afetou os Outer Banks e também a região da Nova Inglaterra (área de Boston), o que deve se repetir agora com Earl. Outros furacões que tiveram trajetória semelhante pela costa foram o ciclone de 1944, o mais devastador, Edna em 1954 e Gloria em 1985.

  

Existem outros dois ciclones tropicais neste momento no Atlântico Norte. Fiona deve recurvar, até se dissipar, sem afetar áreas continentais, mas as projeções do HWRF (a versão do modelo WRF para furacões), na imagem acima, indicam que a tempestade tropical Gaston deve tomar uma trajetória para Oeste rumo ao Caribe.

Autor: Eugenio Hackbart
Publicado em 02/09/2010 05:00
(3)